Decisões de Nunes Marques pró Flávio Bolsonaro levantam suspeitas de interferência no TSE
As últimas decisões do ministro Kássio Nunes Marques , presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que favorecem a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no período eleitoral do segundo turno, têm levantado suspeitas de interferência em um ala do órgão da Justiça Eleitoral.
Segundo apuração do O Globo , ministros do TSE estão incomodados com ações de Kássio Nunes para evitar derrotas de Flávio Bolsonaro em processos relacionados à campanha.
Na última sexta-feira (9), a postura do ministro diante de três julgamentos que ocorriam em plenário virtual e analisavam ações apresentadas pela coligação do presidente Lula contra peças publicitárias de Flávio chamou atenção.
No julgamento das três ações, Nunes Marques interrompeu a análise.
Enquanto isso, desde domingo (11), o presidente do TSE tem tomado decisões para restringir a campanha de Lula.
No próprio domingo, Nunes Marques suspendeu o canal “Exército do Lula” no WhatsApp a pedido de Flávio e, nesta terça-feira (13), chegou a determinar monitoramento do canal para evitar que conteúdos indesejados por Flávio não sejam reproduzidos, como o caso de Nossa Senhora Aparecida e a relação do senador com a milícia.
No entanto, logo depois, ele voltou atrás e censurou mais uma vez o canal .
Os três julgamentos Em um dos vídeos denunciados pela coligação do presidente Lula, o petista é retratado como apoiador de facções criminosas e “defensor de bandidos”.
A campanha do presidente pedia que uma liminar derrubasse a publicação.
O relator, o ministro André Mendonça, no entanto, afirmou que a peça estava protegida pela “liberdade de expressão” e rejeitou o pedido pela derrubada da postagem.
O caso foi levado ao plenário virtual na sexta-feira e quando o placar estava 5 a 1 a favor do pedido de Lula, Nunes Marques interrompeu a análise com um pedido de destaque, o que exige o reinício do julgamento em uma sessão presencial.
Em outro caso semelhante, que se tratava de uma publicação feita pelo perfil “Dama de Ferro” no X que tratava Lula como “amigo” do PCC e CV, Nunes Marques tomou a mesma decisão.
O caso também foi relatado por Mendonça, que negou a retirada do conteúdo do ar.
Do mesmo jeito, a decisão do relator perdia por 5 a 1 quando Nunes Marques pediu, novamente, análise presencial .
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