Branqueamento dos corais: efeito devastador está mudando a realidade no mar e o tempo para recuperá-los é cada vez menor
O maior estudo global sobre recifes de corais desde 2009 acaba de ser divulgado, e os resultados mostram um cenário preocupante para a saúde dos oceanos.
Os dados foram publicados no relatório Status dos recifes de coral do mundo: 2025 pela Rede Global de Monitoramento de Recifes de Coral .
A descoberta mais alarmante é o aumento da frequência de eventos de grande perturbação dos recifes.
Os episódios de branqueamento em massa que costumavam ocorrer a cada dez anos, em média, agora se repetem com intervalos de até quatro anos.
Isso significa que há cada vez menos tempo para os corais recuperarem a saúde.
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Neles, cerca de 25% de toda a vida marinha nasce, come e se reproduz, protegida da força das ondas e de predadores.
Mas corais não são pedras ou plantas: são também animais que dependem do oceano para obter alimento e outras condições necessárias para a vida.
A melhor maneira de consegui-las envolve uma associação de interesse mútuo com algas chamadas zooxantelas .
Elas vivem em segurança no tecido dos corais, onde fazem fotossíntese .
Os produtos não utilizados por elas, que incluem nutrientes importantes, são aproveitados pelos animais.
Mas quando os corais estão em situação de stress, eles expulsam as zooxantelas de seu corpo e, pouco a pouco, vão perdendo a cor e o alimento necessário para sobreviverem.
Este processo, o branqueamento, está acontecendo com frequência cada vez maior.
Quando saudáveis, recifes de corais são paraísos repletos de cor que atraem turismo e hospedam animais • Wikimedia Commons O que estressa um coral? O principal motivo destacado pela GCRMN são as ondas de calor nas águas marinhas.
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