Arábia Saudita ataca capital do Iêmen e hutis prometem resposta ‘dura e dolorosa’
A Arábia Saudita atacou nesta terça-feira, 13, uma instalação petrolífera nos arredores de Sanaa, capital do Iêmen , segundo veículos de comunicação ligados aos hutis.
A ofensiva ocorreu após as forças sauditas alertarem civis para deixarem a região antes de uma operação militar.
Em resposta, o grupo rebelde, apoiado pelo Irã , ameaçou retaliar com ataques contra alvos em Riad, incluindo instalações da petroleira Saudi Aramco .
A emissora Al-Masirah, controlada pelos hutis, informou que o bombardeio atingiu a estação central de Sabah, pertencente à Companhia de Petróleo do Iêmen.
A empresa afirmou que o local não armazenava produtos petrolíferos no momento e que o ataque não comprometeu suas reservas nem as cadeias de abastecimento.
O porta-voz militar dos hutis, Yahya Saree, advertiu que qualquer ofensiva contra Sanaa teria uma resposta “dura e dolorosa”.
O grupo também renovou o alerta para que trabalhadores e civis se afastem de instalações petrolíferas e aeroportos sauditas, que considera alvos legítimos.
Entre os locais mencionados estão a sede da Saudi Aramco em Dammam, uma refinaria em Riad e o Aeroporto Internacional Rei Khalid, na capital saudita.
Na última semana, os hutis intensificaram os ataques contra a Arábia Saudita.
No sábado, um ataque com míssil ao aeroporto de Riad deixou ao menos 13 mortos e mais de 300 feridos.
A ofensiva provocou interrupções no tráfego aéreo do reino.
Continua após a publicidade Conflito se intensifica A Arábia Saudita retomou as operações militares no Iêmen para apoiar as forças governamentais diante do avanço dos hutis, que conquistaram posições estratégicas na costa do Mar Vermelho no mês passado .
O governo iemenita lançou uma contraofensiva para recuperar territórios, inclusive nas proximidades do estreito de Bab el-Mandeb , passagem marítima importante para o transporte internacional de petróleo.
A crise se desenrola em meio ao conflito mais amplo entre Estados Unidos e Irã, iniciado em fevereiro, que elevou as tensões no Oriente Médio e ampliou as preocupações com a segurança das rotas de energia.
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