Diante do STF, só as ruas podem dar o recado
Bom dia, Depois de muito tempo parece que a imprensa do Brasil conseguiu um consenso sobre a realidade do país.
Com vergonhosa exceção, todos os órgãos de imprensa brasileira tiveram a mesma visão sobre a reunião do Supremo Tribunal Federal (STF) convocada pelo presidente da Corte para discutir sobre a abertura de um processo contra o ministro Alexandre de Mortais por suas incestuosas, e mais que provadas, relações com o banqueiro Daniel Vorcaro que abrangem práticas de corrupção passiva, advocacia administrativa e tentativa de obstruir o trabalho da justiça.
O que se viu, como se sabe, foi uma sessão tumultuada por uma tropa de choque de ministros -Flávio Dino, Gilmar Mendes, Alexandre de Morais e Cristiano Zanin-, todos com flagrantes ligações com o Palácio do Planalto, e sob a presidência atabalhoada e fraca de Edson Fachin simplesmente sequer iniciou o julgamento do mérito da pauta.
Como uma orquestra esses ministros dividiram a tarefa do tumulto.
Flávio Dino encarregou-se de desmoralizar Edson Fachin enquanto Gilmar Mendes recebeu a tarefa de gritar e ofender o ministro André Mendonça, responsável pelo encaminhamento à presidência do STF do relatório da Polícia Federal com as provas dos crimes de Alexandre de Morais.
A ação de Gilmar Mendes não se resumiu aos gritos e ofensas aos ministros André Mendonça e Luís Fux.
Mendes -que carrega no currículo gritos e ofensas contra os ex-ministros Joaquim Barbosa e Roberto Barroso-, tentou intimidar Luís Fux e Nunes Marques quando do afastamento do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues pela Segunda Turma do STF, telefonando aos dois com claras ameaças.
A tática deu certo com Nunes Marques, que covardemente abandonou a sessão de julgamento de Alexandre Morais sob argumento de que sua participação naquela sessão era incompatível com a presidência que exerce no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A falta e o resultado da sessão do STF para julgar Alexandre de Morais é um recado para a população brasileira.
Se os brasileiros e as brasileiras quiserem mesmo corrigir ou pelo menos mostrar sua indignação só há um caminho: as ruas.
Embora eles não precisem de votos para se manterem no cargo, as vozes das ruas têm enorme forças.
Que cada um faça sua parte.
Esperar que os donos do poder, o modifiquem é ilusão imperdoável.
NOVELA A disputa judicial pelo mandato do vereador de Boa Vista Deyvid Carneiro (União Brasil) continua.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.