Lançados ao mar em 1978, pneus preenchidos com concreto transformaram-se em um próspero habitat para peixes, lagostas e diversas outras espécies marinhas
Na década de 1970, entidades de preservação da natureza começaram a jogar toneladas de estruturas de pneus e concreto em diversas praias dos Estados Unidos .
De forma planejada e sistemática, elas acreditavam estar criando habitats para a vida marinha, além de despoluir espaços em terra firme.
A ideia baseada em saberes indígenas e truques de pescador deu certo em alguns casos.
Em outros, desencadeou desastres ambientais que ainda não foram totalmente solucionados.
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Mais do que uma forma descuidada de livrar-se de dejetos, povos das Américas às Filipinas atiraram lixo no mar como forma de impedir invasores ou atrair peixes para a pesca.
A partir dos anos 1840, pescadores dos Estados Unidos já descartavam madeira e redes para concentrar e capturar animais marinhos.
Mais de um século depois, a ideia foi reciclada como estratégia para melhorar as condições de habitats subaquáticos, especialmente em pontos sem recifes naturais para abrigar a fauna.
Mas, olhando para trás, muitos pesquisadores temem que os projetos tenham escondido uma intenção real de defender a poluição do mar.
O fracasso do recife de Osborne No início dos anos 1970, uma empresa pediu autorização ao governo do condado de Osborne, na Flórida, para despejar cones de concreto no mar e criar recifes artificiais.
Anos depois, a mesma equipe propôs expandir o projeto usando pneus de carro impróprios para uso.
A iniciativa agradou não só ao governo, mas também a engenheiros militares e produtores de pneus.
A Broward Artificial Inc. então despejou mais de dois milhões destes objetos no mar, presos apenas por hastes finas de aço.
O resultado: os pneus se desprenderam e espalharam-se por mais de 15 hectares de solo marinho, levados pela correnteza e indo parar em praias distantes nos Estados Unidos.
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