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Trump proíbe acesso à Casa Branca de CNN, MSNOW e Politico

UOL Notícias ·
Trump proíbe acesso à Casa Branca de CNN, MSNOW e Politico

Diante de uma forte queda em seu índice de aprovação, Trump explicou que tomou a decisão contra os três veículos "como resultado de suas constantes (...) NOTÍCIAS FALSAS".

"Os veículos de mídia não deveriam poder escrever ou reportar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS quando estão cobrindo o Presidente dos Estados Unidos, o Governo Trump ou os Estados Unidos da América", acusou o presidente. "Outros Veículos de Notícias Falsas serão incluídos" na proibição, advertiu.

A CNN afirmou que sua cobertura era "justa e precisa" e estava protegida pela Constituição dos Estados Unidos, acrescentando que uma proibição "seria um ataque ilegal contra esse direito fundamental protegido constitucionalmente".

O Politico, por sua vez, prometeu "defender vigorosamente" seus "direitos garantidos pela Primeira Emenda". O site assegurou que "continuará informando de maneira justa sobre esta Casa Branca e as futuras".

"Acredito que alguém tem o direito de mantê-los distanciados se escrevem histórias falsas todo o tempo", declarou.

Trump fez do confronto constante com a imprensa uma das marcas de sua carreira política. Ameaças e insultos a jornalistas têm sido frequentes ao longo de seus dois mandatos.

Aos 80 anos, o presidente entrará em janeiro na segunda metade de seu mandato de quatro anos em meio a uma guerra com o Irã que tem pouco apoio da população, mais preocupada com a economia e a inflação. Sua base política republicana, no entanto, permanece fiel a seu estilo agressivo.

Há anos, Trump acusa veículos como a CNN de terem ajudado a disseminar as acusações de que teria conspirado com a Rússia durante seu primeiro mandato como presidente.

Durante esse mandato, retirou a credencial do jornalista Jim Acosta, da emissora, mas posteriormente a Justiça obrigou a Casa Branca a restabelecer seu acesso. Acosta acabou deixando a CNN, assim como outros jornalistas do canal.

Trump também se irritou particularmente com a cobertura jornalística e a divulgação de fotos e documentos que o relacionavam ao magnata condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein.

Embora o presidente classifique esses veículos como "fake news", isso não o impede de atender regularmente a telefonemas diretos de jornalistas, ainda que de forma breve.

No ano passado, Trump vetou a Associated Press em alguns eventos devido à decisão da agência de notícias americana de continuar se referindo ao "Golfo do México", e não ao "Golfo da América", como havia determinado o presidente.

O republicano processou jornais como o New York Times e o Wall Street Journal, pedindo indenizações bilionárias.

A proibição anunciada nesta sexta-feira, caso seja efetivada, "seria simplesmente inconstitucional" e seria derrubada pela Justiça, avaliou Bruce Brown, presidente do Comitê de Repórteres pela Liberdade de Imprensa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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