No caso Porchat, um pedido de desculpas da Meta não basta
A Meta derrubou o perfil do Revelando Brasil no Instagram, devolveu algumas horas depois e pediu desculpas pela inconveniência.
O projeto havia publicado uma reportagem apresentada por Fábio Porchat sobre as relações entre o Banco Master, a Igreja Batista da Lagoinha e personagens da política brasileira.
Até aí, creio, você já acompanhou.
O que continua faltando é uma explicação para a retirada, porque a empresa voltou atrás sem esclarecer o que motivou a decisão.
Veja bem, a gigante tech de Mark Zuckerberg usou a palavra INCOVENIÊNCIA.
Uma escolha curiosa quando estamos falando de interromper a circulação de informação.
Olha, incoveniência faria mais sentido num caso de elevador parado por causa de manutenção.
A gente se conforma e vai de escada.
Nesse caso, tem uma empresa decidindo se um trabalho pode continuar disponível para quem deseja vê-lo, sem explicar direito o que houve para tirá-lo dali.
Continua após a publicidade E esses critérios nunca ficam plenamente claros para a gente, do lado de cá da tela.
Porchat chamou o episódio de censura.
A Meta informou que restaurou a conta depois de uma revisão interna.
Entre uma declaração e outra, ficou uma lacuna.
Qual regra foi descumprida? Aliás, por que a empresa não derruba INCONTÁVEIS conteúdos com informação falsa de saúde, por exemplo? Há um tempo comentei que o Drauzio Varella teve que recorrer à Polícia Federal , devido à torrente de vídeos de IA com o rosto dele vendendo produtos em plataformas como o Facebook.
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