Vasco entrou em clima de 'já ganhou' e deixou Boca confortável, diz Casão
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Vasco entrou sem foco no jogo e não conseguiu deixar o Boca Juniors desconfortável no Maracanã lotado, avaliou Walter Casagrande no UOL News Esporte , do Canal UOL.
O time carioca caiu na semifinal da Sul-Americana com derrota por 3 a 1 no Rio de Janeiro, depois de ter vencido por 1 a 0 na Bombonera. Para Casagrande, o Vasco jogou sem o "medo protetivo" necessário e entrou em clima de "já ganhou".
O clima de já ganhou tirou o foco inicial do time. Dentro da psicologia existe o medo protetivo: você tem que ter medo para ficar esperto em algumas situações. Se você não tem medo, você fica totalmente desprotegido, totalmente aberto. E o Vasco, inicialmente, entrou sem medo do Boca. O Boca foi e saiu para cima. Eu vi um Boca sossegado. Em nenhum momento do jogo o Boca se desesperou, não se sentiu desconfortável no Maracanã contra o Vasco e o estádio lotado. Walter Casagrande
Na leitura do comentarista, o Vasco sentiu o peso do jogo logo nos primeiros minutos, com erros que ajudaram o Boca a abrir o placar cedo e controlar o ambiente. Ele viu um meio de campo com dificuldade de sustentar a posse de bola sob pressão.
O meio-campo do Vasco estava com medo de pegar na bola. A bola estava queimando no Adson, estava queimando no Thiago, estava queimando no Sosa. Não tinha ataque agressivo. O Vasco não agrediu. O Vasco não colocou medo em nenhum momento no Boca. Walter Casagrande
Danilo Lavieri também apontou um sinal de nervosismo ainda no começo do jogo, quando o Vasco já estava atrás no placar. Para ele, a ansiedade apareceu em lances simples e no impacto do estádio lotado.
Logo após o Boca ter feito 1x0, teve uma outra chance ali, cinco minutos depois, que dois jogadores do Vasco disputaram a mesma bola. Ali é um exemplo muito claro de nervosismo, de talvez ansiedade de saber que o Maracanã é lotado, de que era uma história, de que o Vasco não estava numa final continental há 25 anos. Danilo Lavieri
Sobre o gol da classificação do Boca, Casagrande viu erro de fundamento de Léo Jardim no chute de Paredes. Para ele, o problema foi o ponto de partida do goleiro no lance.
Faltando um minuto, dois minutos de jogo, o goleiro toma um gol daquele em cima da linha. O goleiro tem que estar uns 3, 4 passos pra frente. Aquela bola, dois passos para frente, sairia raspando a trave. Mas ele estava em cima da linha, ela entrou do lado da trave. Foi falha de posicionamento, falha de fundamento de goleiro. Foi uma falha absurda do Léo Jardim. Walter Casagrande
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