O que esperar do Ibovespa hoje: pesquisas, exterior e sabatina de Lula no radar
Os investidores iniciam a quinta-feira (15) calibrando as expectativas para a reta final da corrida presidencial, em meio ao empate técnico confirmado na nova pesquisa Quaest, à expectativa pela sabatina de Luiz Inácio Lula da Silva na TV Globo e à aprovação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado.
Americanas (AMER3); Direcional (DIRR3); Cogna (COGN3) e mais: Veja os destaques das empresas Empate técnico na Quaest, Datafolha, PEC 6x1 e sabatina de Lula dão o tom dos mercados No pregão de hoje, deve seguir o clima de cautela.
A disputa presidencial estabilizada e os desdobramentos da votação em Brasília colocam freio no otimismo, mantendo os ativos em compasso de espera pelas definições eleitorais no próximo dia 25 de outubro.
Ontem, o Ibovespa, principais índice de ações brasileira, fechou perto do 0x0, mas em leve queda, pressionado pela surpresa com os dados de inflação nos Estados Unidos, que vieram acima do esperado, além do clima de apreensão com o pleito no país.
Por que a eleição mexe com a bolsa? O cenário com o qual os investidores têm trabalhado é majoritariamente de alternância de poder, ou seja, derrota de Lula.
Sob a ótica do mercado, Flávio seria capaz de, enfim, interromper o ritmo de alta da dívida federal.
A saída de Lula também representaria, segundo analistas, um horizonte de menor risco fiscal, menos inflação e juros mais baixos.
Com base nessa cartilha, houve uma forte alta dos ativos brasileiros após Flávio liderar no primeiro turno, com investidores estrangeiros batendo entrada recorde na bolsa brasileira.
Hoje: pesquisas, sabatina e termômetro político A corrida pelo Palácio do Planalto continua ditando o ritmo dos negócios.
O mercado financeiro começou o dia digerindo a nova pesquisa Quaest, que consolidou o cenário de empate técnico: Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 46% das intenções de voto contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com margem de erro de dois pontos percentuais.
O resultado mostra estabilidade na disputa, mas arrefece o apetite recente dos investidores, que vinham precificando uma vitória de Flávio como sinônimo de maior disciplina fiscal e desaceleração do endividamento público.
Outro ponto central é a aprovação, pelo Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da jornada 6x1.
A medida representa uma importante vitória política para o governo Lula na reta final do segundo turno, já que a pauta é utilizada como uma das principais apostas do atual gestor para angariar votos na campanha.
O mercado também foi surpreendido pelo voto favorável de Flávio Bolsonaro, que anteriormente se posicionava de forma crítica à proposta.
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