Exportações do agro à UE crescem 15% nos cinco primeiros meses de acordo
As exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia somaram US$ 12,2 bilhões entre maio e setembro de 2026, alta de 14,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando as vendas alcançaram US$ 10,6 bilhões.
O avanço representa um incremento de US$ 1,57 bilhão em cinco meses.
Os dados são do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), e abrangem os 27 países do bloco europeu.
A aplicação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a UE começou em 1º de maio de 2026.
O tratado prevê a redução ou eliminação de tarifas de importação para diferentes produtos, de acordo com cronogramas específicos e condições negociadas para cada classificação tarifária.
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Enquanto determinados itens podem ter tarifas eliminadas desde o início da aplicação do acordo, outros seguem cronogramas de redução ao longo de vários anos ou estão sujeitos a condições específicas.
Entre os setores que registraram crescimento nas exportações, estão: Complexo soja: as vendas passaram de US$ 3,12 bilhões para US$ 4,19 bilhões, alta de 34,2%.
Em valor, o avanço foi de US$ 1,07 bilhão.
Regime tarifário: redução ou eliminação gradual de tarifas, conforme os cronogramas previstos no acordo, que podem chegar a 12 anos. *Carnes: as exportações passaram de US$ 604,4 milhões para US$ 1,23 bilhão, crescimento de 103,5%.
A diferença entre os períodos foi de US$ 625,8 milhões.
Regime tarifário: ampliação do acesso ao mercado europeu por meio de cotas para carnes bovina, de aves e suína.
A implementação será gradual, em seis etapas anuais.
A carne de aves terá tarifa zero dentro da cota; para as carnes bovina e suína, há condições tarifárias específicas. * OBS: O resultado também deve ser analisado no contexto das restrições sanitárias que afetaram o comércio de proteínas brasileiras a partir de 3 de setembro.
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