Borges: Eleitor não se divorciou de Flávio, só colocou para dormir no sofá
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O eleitor de direita e de centro que rejeita Lula e o PT não abandonou Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação de áudios com Vorcaro, e apenas se afastou por um período curto, avaliou Alexandre Borges no Pulso Político , do Canal UOL.
Segundo ele, os áudios se tornaram públicos em maio e, na época, pesquisas indicaram queda de 5 a 10 pontos, alimentando dúvidas sobre a continuidade da candidatura. Para Borges, o movimento não virou ruptura.
Eu acho que o eleitor, na verdade, botou o Flávio pra dormir no sofá. Foi uma briguinha de casal. Não foi um divórcio. Então, o Flávio dormiu no sofá durante uns dois meses. O eleitor antipetista, o eleitor da direita, do centro, centro-direita, que não gostou, eventualmente... não vou dizer o bolsonarista, porque o bolsonarista não tem jeito. Alexandre Borges
Borges disse que, depois da reação inicial, esse eleitor olhou para outras opções no mesmo campo, mas não se convenceu. Ele citou nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e, mais recentemente, Augusto Cury (Avante).
Na avaliação do comentarista, o cálculo foi pragmático: o eleitor buscou "apostar no cavalo vencedor" e concluiu que Flávio seguia como o nome mais competitivo, mesmo após a queda registrada nas pesquisas.
Mas ali, o que não é o bolsonarista, mas que não gosta do PT, que é o antipetista, que tá ali no campo, que vai da centro-direita ao centro, enfim, que tem rejeição a Lula e ao PT, Ele olhou as opções, olhou Ronaldo Cailado, olhou Romeu Zema, olhou Renan Santos, olhou mais recentemente Augusto Cury, e não se convenceu por N motivos. Na minha visão, pelo motivo mais simples de todos. Esse eleitor quer apostar no cavalo vencedor, no Dark Horse que vai vencer. E ele olhou as opções, ele viu que o Flávio continua, mesmo tendo caído 5, 10 pontos, continua de longe sendo o candidato desse campo o mais competitivo. E ele foi voltando. Alexandre Borges
Borges avaliou que ficou difícil falar em "terceira via" e que a disputa se concentra em Flávio e Lula. Para ele, o desafio da campanha de Lula é encontrar, nesse período, um argumento novo para tentar virar votos.
E hoje, há 20 dias da eleição, é muito difícil você sequer falar em terceira via, em outros candidatos que não sejam Flávio e Lula. Então esse eleitor, ele voltou, tá no colo do Flávio. E se não cair uma bomba, um tsunami muito grande, por mais que a gente possa discutir aqui no mérito, e é o grande desafio da comunicação, da campanha do Lula, é, durante esses 20 dias que faltam, conseguir falar algo que esse eleitor ainda não ouviu pra mudar de voto. Alexandre Borges
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