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PT patrocina posts enaltecendo governo, e PL impulsiona conteúdo para desgastar Lula

Folha de S.Paulo ·
PT patrocina posts enaltecendo governo, e PL impulsiona conteúdo para desgastar Lula

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No período que antecede a propaganda eleitoral , que começa em 16 de agosto, os partidos pagam para impulsionar suas publicações nas redes sociais a fim de prospectar eleitores e desgastar a imagem de adversários.

O PL , do candidato Flávio Bolsonaro , aposta em criticar Lula , enquanto o PT promove programas federais do último mandato, com foco especial no estado de São Paulo .

Outros partidos têm estratégias diversas. O PSD tenta ampliar o conhecimento sobre o presidenciável Ronaldo Caiado nacionalmente. O Novo, de Romeu Zema , busca atrair mulheres ao partido, e o Missão, de Renan Santos , impulsiona ataques a Lula e ao STF.

O impulsionamento de conteúdo (pagar para que ele alcance mais pessoas ou públicos específicos) é permitido na pré-campanha, mas resolução do TSE veda solicitação expressa de votos e propaganda negativa de adversários –caracterizada por críticas, ofensas à honra ou desinformação.

Em posts direcionados a usuários da capital paulista e de Guarulhos, por exemplo, o PT destaca investimentos federais para ampliação do metrô.

Para Maria Carolina Lopes, estrategista de campanha e doutora em comunicação, a concentração em São Paulo acontece diante das dificuldades do pleito estadual, no qual o candidato do PT, Fernando Haddad , enfrenta o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"É um estado preocupante para Lula porque Tarcísio está muito bem. É justificável tentar prestar informação para um eleitor que pode estar indeciso ou perdido, e tentar convencê-lo de que você faz alguma coisa para aquela comunidade", afirma.

A sigla explora, ainda, o apoio de Deolane Bezerra a Lula –a advogada foi presa por suspeita de associação com o crime organizado e lavagem de dinheiro.

Segurança pública é um dos poucos temas em que a voz de Flávio aparece, com post compartilhado de seu perfil oficial. O PL também critica a PEC do fim da escala 6x1 e acusa a esquerda de "querer decidir" pelos trabalhadores.

Em paralelo, o partido tenta atrair apoiadores para outros canais oficiais. Um dos posts divulga um site com repositório de conteúdo de propaganda "pronto pra postar, sem precisar editar nada".

Dos cinco partidos analisados, o Novo foi quem mais direcionou conteúdo às mulheres, buscando atrair novas candidatas e filiadas. Na agenda, também entram a defesa das privatizações e críticas aos gastos de Lula e da primeira-dama Janja em viagens ao exterior.

Já o PSD, por meio do perfil de Ronaldo Caiado, foca na atuação de seu nome como governador de Goiás e aborda, principalmente, segurança pública. Com críticas ao governo federal, o partido apresenta Caiado como a solução para a redução da violência.

Além da proibição de propaganda negativa paga de adversários, a resolução do TSE veda o impulsionamento de conteúdo com qualquer menção a nome, sigla, alcunha ou apelido de partido, federação, coligação, candidatas ou candidatos adversários.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

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