Sufocada pela fumaça, Indonésia apela a 'semeadura de nuvens' para combater incêndios florestais
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Tomada pela fumaça de incêndios florestais, a Indonésia está apostando no lançamento de água por aeronaves e na semeadura de nuvens para tentar conter as chamas, disseram autoridades na sexta-feira (28).
A técnica consiste em dispersar iodeto de prata, sais ou outras partículas nas nuvens para provocar precipitação.
A agência de gestão de desastres BNPB informou ter lançado mais de quatro milhões de litros de água sobre as áreas com focos ativos nas últimas semanas e, somente na última quarta-feira (26), espalhado mais de 8.000 quilos de sal nas nuvens.
As operações conseguiram provocar chuvas de intensidade fraca a moderada nesta semana no leste e no sul de Sumatra e no oeste de Kalimantan.
"A execução da semeadura de nuvens depende fortemente das condições atmosféricas e da presença de nuvens carregadas de chuva nas áreas-alvo", disse à AFP o porta-voz da BNPB, Berton Suar Pelita Panjaitan.
"No entanto, esta não é a única iniciativa [de combate ao fogo], pois as forças-tarefa terrestres e aéreas continuam trabalhando em campo para realizar operações de extinção e rescaldo", afirmou.
Entre janeiro e julho, os incêndios queimaram mais de 2 mil km² de terras, uma área três vezes maior que a da capital, Jacarta, informou o governo na semana passada. A extensão é maior do que a registrada nas temporadas anteriores de El Niño , em 2019 e 2023.
O fenômeno climático provoca mudanças nos ventos, na pressão atmosférica e nos padrões de chuva em todo o mundo —e, na Indonésia, costuma se manifestar como secas intensas.
Mais de cinco milhões de pessoas nas ilhas de Bornéu e Sumatra ficaram diretamente expostas aos riscos da névoa tóxica proveniente de dezenas de incêndios espalhados pelo vasto arquipélago, segundo o vice-ministro da Saúde, Dante Saksono Harbuwono.
Cerca de 13,5 mil pessoas receberam tratamento para infecções respiratórias em julho e agosto, afirmou ele. Várias escolas foram fechadas de forma intermitente no país.
O volume da névoa é tão grande que também tem provocado problemas de saúde em pessoas de Singapura e da Malásia.
"Os grupos vulneráveis que precisam ser avaliados são crianças, idosos, gestantes com asma e trabalhadores que exercem atividades ao ar livre", disse Dante.
Segundo ele, o ministério distribuiu aproximadamente 5 milhões de máscaras em toda a Indonésia —um país de 289 milhões de habitantes. A exposição prolongada ao ar tóxico pode causar graves complicações de saúde no longo prazo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Cotidiano.