Reconstrução do Nepal após enchentes pode custar até R$ 25,9 bilhões
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Nepal pode precisar de US$ 4 bilhões (R$ 20,7 bilhões) a US$ 5 bilhões (R$ 25,9 bilhões) para reconstruir áreas destruídas pela inundação que atingiu o país na quarta-feira, disse à Reuters o ministro das Finanças, Swarnim Wagle.
A estimativa equivale a quase um décimo da economia nepalesa. Wagle afirmou à agência de notícias que o cálculo ainda é inicial, já que o governo ainda avalia as perdas e os danos provocados.
O ministro disse que o país deve precisar de menos recursos do que após o terremoto de magnitude 7,8 de 2015. Na ocasião, mais de oito mil pessoas morreram e o custo para reconstrução do país foi de US$ 9 bilhões (R$ 46,7 bilhões).
Hoje, o país informou que o número de mortos subiu para 675. Somadas às sete mortes do lado do Tibete, a quantidade total de vítimas até o momento chegou a 682.
Mais de 700 estrangeiros estão entre os que continuam sumidos após a tragédia. A agência de desastres nepalesa estima que 517 turistas ou trabalhadores externos sumiram, enquanto a China calcula outras 260 pessoas desaparecidas em seu território.
O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira na última quarta-feira (26). O desmoronamento liberou uma imensa avalanche de pedras, gelo, lama e detritos nos rios da cordilheira do Himalaia.
As enchentes destruíram cidades na região de fronteira e arrastaram pontes e estradas. Grandes usinas hidrelétricas também sofreram danos.
Os projetos de energia afetados representam mais de 12% da capacidade nacional de geração. A destruição atinge uma economia dependente de remessas enviadas do exterio r, turismo e hidreletricidade.
O total de desaparecidos se aproxima de 3.000. No Nepal são 2.426 vítimas procuradas e no Tibete o número é de 554. As autoridades correm contra o tempo em busca de sobreviventes.
O governo do Nepal rejeitou ajuda externa para buscas gerais, mas pediu apoio técnico especializado. O ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, afirmou que o país consegue gerenciar os resgates comuns, mas carece de experiência em áreas específicas.
Katmandu solicitou ajuda para resgatar pessoas presas em túneis e identificar corpos. O país também pediu pontes provisórias para a Índia e a China para recuperar o transporte na região, onde mais de 20 pontes foram totalmente destruídas.
Os hospitais locais estão sobrecarregados e não têm infraestrutura para manter os corpos. "É provável que mais corpos sejam encontrados nesses locais onde os hospitais estão sobrecarregados com cadáveres e não possuem refrigeradores para armazená-los", explicou Khanal.
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