"Dark Horse": PF aponta divergência "severa" entre recursos enviados ao exterior
"Dark Horse": PF aponta divergência "severa" entre recursos enviados ao exterior - Polícia Federal afirma que saíram do país mais de US$ 12 milhões, tendo sido registrada a entrada no Brasil de apenas US$ 2,8 milhões. PF pediu prorrogação do inquérito do filme por 90 dias.A Polícia Federal (PF) apontou uma "divergência contábil severa" entre os recursos enviados ao exterior e os valores que retornaram ao Brasil para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a investigação, mais de 12 milhões de dólares deixaram o país, mas apenas 2,8 milhões de dólares tiveram ingresso registrado no Brasil.
Segundo as investigações, o dinheiro saiu de uma empresa ligada ao ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro, a Entre Investimentos, e foi para um fundo nos Estados Unidos: o Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Diante das inconsistências, a PF pediu ao STF a prorrogação do inquérito por mais 90 dias para aprofundar a análise dos documentos e dos fluxos financeiros. Os investigadores apuram se os recursos foram efetivamente usados na produção do filme ou se o projeto teria servido para ocultar ou desviar dinheiro.
Nesta sexta-feira, a PF pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação, por 90 dias, do inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse. A PF investiga os pagamentos feitos pelo ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro e o papel do candidado do PL à Presidência Flávio Bolsonaro no financiamento do filme.
Junto ao pedido, a Polícia Federal também entregou documentos para justificar a prorrogação da investigação, incluindo os que indicam diferenças nos valores que saíram e retornaram ao país para a produção do filme.
A produção que retrata a vida política de Bolsonaro foi revelada após o site The Intercept revelar que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações.
Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.
Em julho deste ano, Flávio Bolsonaro foi incluído no inquérito e também passou a ser investigado.
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