Ex-PM do trisal volta a ser inocentado por morte de adolescente de 13 anos no Acre
Tribunal de Justiça do Acre manteve absolvição de Erisson de Melo Nery Arquivo pessoal A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve a absolvição do ex-sargento da Polícia Militar Erisson de Melo Nery pela morte do adolescente Fernando de Jesus, de 13 anos, em Rio Branco.
A nova decisão rejeitou o recurso do Ministério Público do Acre (MP-AC), que contestava a absolvição de Nery no segundo julgamento.
O órgão havia pedido que o júri fosse anulado por entender que a decisão dos jurados contrariou as provas apresentadas no processo e que o ex-sargento deveria passar por um novo júri. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp 👉 Contexto: Erisson Nery respondia processo desde 24 de novembro de 2017 quando, segundo a denúncia, matou o adolescente com pelo menos seis tiros, no intuito de 'fazer justiça pelas próprias mãos', após o menor tentar furtar itens da casa dele.
O caso foi julgado em 2024, quando ele foi condenado.
Em março deste ano ele foi inocentado.
O advogado Wellington Silva, que representa Nery, afirmou que, na avaliação da defesa, a decisão consolida a absolvição e que um eventual recurso do Ministério Público ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) teria poucas chances de mudar o resultado.
“Essa decisão é muito possivelmente irreversível.
Não há nulidade no processo, não há uma matéria de nulidade patente, clara, que o Ministério Público possa usar para anular o processo.
É uma questão de mérito que foi analisada pelo Tribunal de Justiça”, disse.
Ex-sargento do trisal, Erisson Nery é inocentado de crime contra adolescente de 13 anos Ainda segundo Wellington Silva, caso o MP-AC não recorra, a absolvição poderá se tornar definitiva após o trânsito em julgado.
Se houver recurso ao STJ, a defesa pretende manter o entendimento de que o processo não apresenta uma irregularidade que justifique um novo julgamento.
A relatora do recurso, desembargadora Denise Bonfim, entendeu que as provas do processo permitem mais de uma interpretação sobre o que aconteceu dentro da casa de Nery.
Para ela, havia elementos que davam suporte à versão apresentada pela defesa, o que impede a anulação do veredito diante do princípio da soberania das decisões do Tribunal do Júri.
O voto da relatora foi acompanhado pelo desembargador Francisco Djalma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Acre.