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Em guarani e com desenho de gatinha, Marlene é acolhimento na perícia

Campo Grande News ·
Em guarani e com desenho de gatinha, Marlene é acolhimento na perícia

Marlene Ortiz se sentou ao lado de uma criança que não queria interagir, pegou papel e lápis e começou a desenhar uma gatinha.

A resposta veio também em forma de desenho.

Depois daquela aproximação, a criança conseguiu seguir para o exame na Polícia Científica de Amambai.

“Quando a criança chega muito irritada, ela brinca e vai se acalmando.

Depois dá para chamar para fazer o exame”, contou.

Indígena, pedagoga e técnica de enfermagem, Marlene nasceu, cresceu e continua vivendo em uma aldeia do município.

Desde 2024, atua na URPI (Unidade Regional de Perícia e Identificação), por meio de uma parceria com a prefeitura.

Ali, leva a experiência de quem já trabalhava com crianças, mulheres, gestantes e idosos na própria comunidade.

Falar guarani permite que ela converse com pessoas que chegam sem conseguir explicar em português o que precisam ou compreender as orientações recebidas.

Mas, segundo Marlene, a identificação também ajuda a estabelecer confiança.

“Quando chegam aqui e encontram uma pessoa indígena, elas confiam mais.

Conversam, tiram dúvidas e falam comigo.

Eu ajudo nos exames e também no atendimento do RG, porque muitos indígenas têm dificuldade quando chegam ao serviço”, relatou.

Sua presença se tornou uma referência para famílias que procuram a unidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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