Expedição em águas profundas no Atlântico encontra mais de 200.000 barris de resíduos radioativos, alguns corroídos e já desprovidos de conteúdo
O achado reacende uma preocupação que permaneceu escondida por décadas: descobrir quanto material escapou dos recipientes
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma expedição científica no Atlântico Nordeste encontrou antigos barris de resíduos radioativos em avançado estado de corrosão, a cerca de 4.700 metros de profundidade.
O achado reacende uma preocupação que permaneceu escondida por décadas: descobrir quanto material escapou dos recipientes, como os radionuclídeos se espalharam pelo ambiente e se já alcançaram organismos das profundezas do oceano.
Durante a campanha realizada entre 27 de maio e 28 de junho de 2026, cerca de 30 pesquisadores utilizaram o submarino tripulado Nautile para investigar a região. Foram realizados 20 mergulhos em profundidades próximas de 4.700 metros.
As imagens revelaram recipientes parcialmente enterrados no sedimento, alguns com sinais intensos de deterioração. Análises preliminares também identificaram radionuclídeos em concentrações acima das normalmente registradas na região.
Durante a segunda metade do século 20, mais de 200 mil barris com resíduos radioativos foram descartados no Atlântico Nordeste.
Naquele período, o lançamento no mar era utilizado por alguns países europeus como alternativa para armazenar rejeitos da indústria nuclear civil.
Uma missão anterior, realizada com o veículo autônomo Ulyx, ajudou a mapear a área e localizou 3.355 contêineres. Os pesquisadores ainda coletaram centenas de amostras para comparar as condições próximas aos barris com áreas menos afetadas.
Os pesquisadores encontraram diferentes radionuclídeos, alguns importantes para rastrear a origem dos resíduos.
As análises encontraram diferentes radionuclídeos que podem ajudar os pesquisadores a rastrear a origem e a dispersão dos resíduos no fundo do Atlântico.
A presença desses elementos não significa, por si só, que exista um dano ecológico amplo. O próximo passo é determinar exatamente como eles se deslocaram pelo sedimento e pela água.
Anêmonas, esponjas, caranguejos e outros organismos foram observados próximos ou sobre os barris. Sedimentos, água, microrganismos e exemplares da fauna abissal foram coletados para análises laboratoriais.
O grande temor é que a corrosão continue liberando resíduos ao longo do tempo. Os cientistas agora investigam se os radionuclídeos foram incorporados pelos organismos e qual é a real extensão da contaminação no ecossistema profundo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.