Donos de flutuantes adotam estratégias e se preparam para seca no AM: 'É o rio quem determina quando precisamos parar'
Flutuante Odara durante seca de 2025.
Arquivo pessoa/Nádia Ferreira.
O período de estiagem no Amazonas, que deve ter seu pico entre os meses de setembro e outubro, já preocupa donos de estabelecimentos flutuantes do Rio Tarumã, afluente do Rio Negro, em Manaus.
Diante da redução do nível dos rios e da previsão de uma vazante mais intensa, empresários adotam diferentes estratégias para tentar manter os negócios e reduzir os impactos da seca.
Nesta terça-feira (26), o nível do Rio Negro registrado pelo Porto de Manaus, chegou a 24,93 metros.
Uma redução de 14 centímetros em comparação com o dia anterior.
Enquanto alguns empresários planejam adaptar as atividades para áreas de praia e programar férias coletivas e demissões, outros avaliam a possibilidade de mudar os flutuantes de lugar para acompanhar o nível da água. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp 🔎Flutuantes são estruturas construídas ou instaladas sobre a água, geralmente sustentadas por boias, tambores, estruturas metálicas ou outros materiais que permitem que elas permaneçam na superfície.
Na Amazônia, o termo é muito usado para se referir a casas, restaurantes, bares, postos de combustível, lojas ou outros estabelecimentos construídos sobre rios e lagos.
Vazante começa no Amazonas; rios são monitorados para reduzir impactos da seca O flutuante Abaré funciona como restaurante, hostel e recebe eventos de música eletrônica.
O empresário e proprietário do local, Diogo de Vasconcelos, afirma que a estrutura deve ter as atividades paralisadas caso o Rio Negro atinja a marca de 17 metros.
A estratégia, neste caso, é transferir parte das operações para a área de praia próxima ao empreendimento.
“Se o El Niño vier como está previsto, nós vamos paralisar totalmente nossas atividades no flutuante e estamos nos planejando para fazer algumas atividades na nossa área de praia”, explicou.
Segundo Diogo, a empresa também deve adotar férias coletivas e demissões durante o período de maior estiagem.
A intenção é manter apenas uma parte da equipe trabalhando em uma estrutura adaptada, com serviços de bar, restaurante e lazer.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.