Lula indicará ao menos mais 4 ministros ao Supremo até 2030
Com a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve chegar a 2030 tendo feito pelo menos 13 indicações para o Supremo Tribunal Federal. Além da vaga aberta no STF com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, o petista terá de escolher o sucessor de mais três ministros que se aposentarão ao longo da sua gestão.
Acompanhe ao vivo a apuração e resultados do segundo turno das Eleições 2026 no UOL
Até 2030, completarão 75 anos, idade limite para permanecer na Corte, os ministros:
Em relação à vaga aberta há pouco menos de um ano, a expectativa é que a reeleição garanta ao petista fôlego político para aprovar seus indicados. O acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), é que a indicação seria após o segundo turno e a definição do novo mandato.
Com mais três indicações, Lula concluirá o seu quarto mandato com 70% da Corte indicada por ele. Lula repetirá um marco de quando deixou o segundo mandato, em 2010, deixando sete ministros indicados na composição da época.
Pesquisas eleitorais do segundo turno: veja os principais levantamentos
Com o fim das eleições, o objetivo do presidente do STF, Luiz Edson Fachin, é adiantar o julgamento de novo relatório da Polícia Federal que apresenta a citação de ao menos seis ministros do STF nas provas colhidas junto ao celular de Daniel Vorcaro, fundador do banco Master e pivô da principal crise interna da Corte.
As mensagens e contratos colhidos pelos investigadores revelam acertos financeiros em negócios com familiares ou pessoas próximas dos ministros Alexandre de Moraes, Nunes Marques e Dias Toffoli. Em outra esfera, as mensagens mencionam reuniões de Vorcaro com Gilmar Mendes e André Mendonça e registram conversas do banqueiro com Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux.
Dois ministros e quatro auxiliares de gabinetes avaliam que o foco do grupo de apoio a Moraes no Supremo deve trocar seu alvo. Se antes era André Mendonça pela confecção do relatório que expunha as relações do colega com Vorcaro, agora passa a ser o ministro Nunes Marques.
Esse grupo de ministro viu na condução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pelo presidente uma atuação favorável à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
A avaliação é que Nunes Marques está mais enrolado no caso Master do que Mendonça.
Contra Kassio há suspeitas de trocas de favores, com repasses ao filho do ministro e voto favorável aos interesses de Vorcaro.
Já sobre Mendonça pesam críticas acerca da condução dos processos —a PGR (Procuradoria-Geral da República) já se posicionou contra a abertura de investigação contra o relator dos casos Master e das fraudes do INSS.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.