'Terrorista', 'Aniquilar para o inferno': EUA e Irã trocam acusações na ONU, mas negociam nos bastidores
Donald Trump e Masoud Pezeshkian durante seus respectivos discursos na Assembleia Geral da ONU Angela Weiss/AFP; Heather Khalifa/AP Os Estados Unidos e Irã retomaram nesta semana contatos diplomáticos para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio, após três meses de interrupção nas negociações.
As conversas ocorreram por meio de mediadores à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Mas enquanto as conversas eram retomadas nos bastidores, no plenário da ONU o tom foi outro.
O presidente americano, Donald Trump, e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, trocaram acusações e ameaças durante seus discursos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na ONU, presidente do Irã chama EUA e Israel de terroristas Diálogo nos bastidores Segundo Trump, os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner participaram de uma reunião de cerca de três horas com mediadores iranianos.
O presidente classificou a conversa como "muito produtiva" e disse esperar um novo diálogo "em um futuro muito próximo".
"Eles vêm sendo mediados há algum tempo, mas acho que há um grande impulso para que cheguem a um acordo", afirmou.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou que Teerã manteve negociações por meio de um mediador do Catar.
Segundo ele, o Irã apresentou condições para o fim da guerra, entre elas o encerramento dos confrontos em todas as frentes e a suspensão dos "atos de agressão" dos Estados Unidos.
Briga às claras 'Nunca vou permitir Irã ter arma nuclear', diz Trump Apesar dos sinais de distensão, os discursos de Trump e do presidente do Irã chamaram atenção pelas trocas de acusações e ameaças agressivas.
Em sua fala na terça, o americano afirmou que poderia “aniquilar o Irã” e mandar toda a nação persa para o inferno caso o conflito persistisse.
Trump acusou os iranianos de matar mulheres e crianças e tentar produzir armamentos nucleares à revelia das normas internacionais.
“Não há exemplo melhor de um perigo que teve permissão para ganhar força, colocando o mundo em risco, do que o principal patrocinador do terrorismo, a República Islâmica do Irã", afirmou o republicano.
O americano também disse que o governo iraniano matou mais de 72 mil cidadãos no ano e afirmou que 10 mil pessoas foram mortas recentemente por protestarem.
Segundo ele, mesmo depois de um cessar-fogo estabelecido para discussões nucleares, o Irã teria cometido “atos de terrorismo” contra navios civis de outros países.
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