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A psicologia da repulsa: por que um amor pode, de repente, transformar-se em aversão ao parceiro

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A psicologia da repulsa: por que um amor pode, de repente, transformar-se em aversão ao parceiro

A sensação de nojo pode surgir sem aviso prévio e pode ter muitas explicações que, no fim, dependem da personalidade, cultura e preferências pessoais Prostock-studio/Shutterstock Já sentiu uma onda repentina de repulsa por alguém de quem você estava gostando – tudo porque a pessoa usava sapatos questionáveis ou mastigava um pouco alto demais? Parabéns, você foi atingido pelo momento “eca”.

Essa mudança instantânea da atração para a repulsa total está por toda parte no TikTok e no Instagram, com solteiros e casais se identificando com os gatilhos específicos — e muitas vezes ridículos — que os fizeram perder o interesse romântico.

Mas, além dos memes virais e das reclamações engraçadas, por que nosso cérebro às vezes pisa no freio tão rápido quando se trata de atração? Há várias explicações possíveis.

Alguns psicólogos argumentam que o “eca” (ick, no original em inglês) pode estar ligado ao fenômeno do nojo sexual.

Supõe-se que o nojo sexual seja uma emoção moldada pela pressão seletiva da evolução — ou seja, a ideia de que as mulheres são programadas para escolher homens com quem possam acasalar com sucesso, a fim de garantir a sobrevivência de seus bebês.

Dessa perspectiva, embora talvez seja um pouco exagerada, a sensação de repulsa serve como uma função para garantir o acasalamento adequado.

Essa teoria, no entanto, tem suas limitações, já que nem todas as mulheres estão namorando ou em relacionamentos com o objetivo de se reproduzir.

Além disso, isso não explica necessariamente por que os homens também sentem repulsa e desconsidera as diferenças individuais em relação à função dos relacionamentos para diferentes pessoas.

Também não faz sentido para pessoas em casais do mesmo sexo.

Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 Também existem teorias de que o “eca” esteja ligado à ansiedade no relacionamento.

Na psicologia dos relacionamentos, pessoas com estilos de apego evitativo se esquivam da proximidade emocional.

Assim, quando pessoas com traços evitativos estão namorando ou em um relacionamento, isso pode causar certa ansiedade nelas.

Pode-se argumentar então que a sensação de repulsa atua como um mecanismo de defesa que lhes permite criar distância dos outros e manter sua independência, que é seu “espaço seguro”.

Isso sugere que pessoas evitativas usam a sensação de repulsa como uma forma de se manterem seguras e manterem distância dos outros.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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