Alex Simões apresenta poemas e lança livro no interior da Bahia
O poeta e performer baiano Alex Simões leva ao interior baiano – Diogo e Massarandupió – uma circulação cultural que reúne performance, ou melhor, ‘poerformance’, o relançamento do seu livro Assim na terra como no Selfie e oficina de poesia e técnicas básicas de encadernação “Tudo métrica e rima num caderno”.
A programação leva a diferentes territórios uma produção literária marcada pela experimentação da linguagem e pelo encontro entre palavra, corpo, música, imagem e cotidiano.O trajeto começou em Lisboa, no Casulo Espaço Cultural, e chega nesta quinta-feira, 22, no município de Diogo, onde o poeta realiza a oficina, apresenta a “poerformance” com o músico Ivan Huol e lança o livro.
Para Simões, a escolha de levar o circuito cultural ao município diz respeito a uma memória afetiva da época em que veraneava pela cidade e também devido a um polo criativo que construiu no local.
“Eu escolhi Diogo e Massarandupió por serem lugares muito queridos em minha memória afetiva como pessoa e como artista e por ter relações profissionais e pessoais com pessoas nessas localidades.
Além de frequentar Diogo como veranista, desde o final dos anos 1990, o diretor artístico da performance, Tiago Ribeiro, tem uma casa lá onde uma parte considerável do projeto se deu”, explica o baiano.
O evento em Massarandupió é nesta sexta-feira, 23, seguindo o mesmo roteiro.A “poeformance” é uma performance que une poesia com musicalidade e começou em 2023.
“Eu faço essa performance desde 2023, com outro baterista, Antenor Cardoso, que por motivos pessoais não pode mais participar do projeto e foi substituído pelo grande amigo e parceiro em muitas frentes, Ivan Huol.
Há mais de três anos estive em uma experiência que consistia na leitura de poemas meus, de Cacilda Póvoas e de Maxim Malhado, ao som da bateria de Ivan.
Foi aí que achei que misturar poesia com bateria podia dar ser interessante”, conta.A proposta da “poeformance” é o eixo central da circulação.
Poemas de Alex encontram textos de Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Caetano Veloso, além de referências dadaístas, modernistas, tropicalistas, contemporâneas e ao Inferno, de Dante Alighieri.
A proposta tira a poesia da página para fazê-la ocupar o espaço compartilhado com o público.
Palavra, voz, música e corpo se encontram em uma apresentação que atravessa diferentes tempos e linguagens.
Essa experimentação também está presente no livro, que reúne poemas de estruturas diversas, jogos de linguagem, experimentações visuais e textos próximos da oralidade e da performance.O cotidiano e o íntimoO livro Assim na terra como no selfie é uma reunião de poemas escritos em épocas diferentes, mas o processo de concepção, organização e escrita das poesias se deu durante a pandemia de covid-19, relata o artista baiano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.