Governo busca respaldo jurídico por MP com veto a bets e cassinos on-line
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou, na reunião com ministros nesta quarta-feira (23), que quer editar uma medida provisória para vetar tanto as apostas esportivas, conhecidas as bets, quanto os cassinos on-line, a exemplo do “jogo do tigrinho”.
Segundo apurou a CNN , neste momento, as equipes técnicas do governo estão construindo uma fundamentação jurídica para finalizar o texto da MP nos moldes pedidos pelo presidente.
A preocupação no governo antes de fechar o texto é dar sustentação jurídica ao ato normativo para evitar que o mesmo seja derrubado pela Justiça.
As plataformas de jogos on-line prometem recorrer caso sua atuação no país seja proibida.
Leia Mais Governo se divide sobre fim das bets no país De volta da ONU, Lula encontra ministros para bater o martelo sobre bets Dino rejeita liminar e mantém decreto que proíbe publicidade de bets em MG A ofensiva contra as bets e os cassinos on-line é uma estratégia do presidente na reta final antes do primeiro turno das eleições presidenciais.
Pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira, aponta que 75% dos brasileiros defendem a proibição das bets.
Para 60% dos entrevistados, a atividade só traz prejuízos à sociedade.
Em reunião no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira, Lula discutiu com ministros duas possibilidades de medida provisória para impor regras mais duras ao mercado de apostas.
As opções são a proibição total das apostas , incluindo cassinos on-line, como o tigrinho , e apostas em eventos esportivos, ou uma proibição parcial, que veta somente os cassinos e cria medidas para impedir a publicidade de apostas.
Lula indicou preferência pelo primeiro modelo de MP.
Um dia antes da reunião com ministros, Lula abordou o tema em seu discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.
“A indústria bilionária das bets transforma o vício em lucro.
Sua disseminação vertiginosa está endividando e destruindo lares.
O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio”, afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.