Juíza repreende Serviço Postal dos EUA por regra sobre votação pelo correio, mas não a bloqueará
BOSTON, 25 Ago (Reuters) - Uma juíza federal recusou nesta terça-feira a suspender por ora uma norma definitiva adotada pelo Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) sob orientação do presidente Donald Trump, que tornaria mais rigorosos os requisitos para o voto por correspondência, embora tenha concluído que a agência havia violado uma ordem judicial ao publicá-la.
A juíza federal Indira Talwani, de Boston, proferiu a decisão um dia depois que a Suprema Corte dos EUA revogou uma das duas ordens judiciais que ela havia emitido e que impediam o USPS de implementar um decreto assinado por Trump visando os votos pelo correio.
Apesar dessas decisões, o USPS continua impedido de cumprir a diretriz de Trump, e várias contestações ao decreto ainda estão em andamento nos tribunais federais, deixando incerto o destino final da medida.
As disputas judiciais ocorrem a menos de três meses das eleições de meio de mandato de novembro, nas quais está em jogo o controle do Congresso. Dezenas de milhões de norte-americanos dependem do voto pelo correio, e o destino da medida pode determinar se eles enfrentarão novos requisitos para votar neste outono.
Trump assinou seu decreto em março, após anos pedindo regras mais rígidas para o voto por correspondência e divulgando a alegação falsa de que sua derrota nas eleições de 2020 foi resultado de uma fraude eleitoral generalizada.
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