Luxo em SP reforça laços entre Flávio e Vorcaro
Logo após Flávio gravar mais um vídeo batendo em Lula por Alexandre de Moraes ter um relacionamento indevido com Daniel Vorcaro (o petista não recebeu cascalho, mas o bolsonarismo aposta que o eleitor é tosco), eis que surgem mais revelações unindo o filho de Jair Bolsonaro com o banqueiro preso, o bandido-Master do Brasil. Karma, é o que dizem.
Ana Clara Costa, Breno Pires e João Batista Jr, da revista piauí, trouxeram detalhes sobre o uso de um apartamento de luxo pelo candidato durante sua campanha em São Paulo que pertencia ao clã Vorcaro e foi vendido de forma estranha a um amigão do senador. Em agosto, Flávio Bolsonaro usou um apartamento de 158 m² no edifício l'Adresse, na Vila Nova Conceição (bairro nobre pacas de São Paulo), como base para reuniões estratégicas, gravação de vídeos eleitorais e encontros.
O imóvel era de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como o operador financeiro do banqueiro. Havia sido comprado por R$ 5,5 milhões, no ano passado, e vendido, meses depois, por dois milhões a menos a Willer Tomaz, amigo íntimo de Flávio. Uma transação para lá de suspeita, até porque o STF já havia determinado o bloqueio dos bens de Zettel.
Zettel havia doado R$ 3 milhões à campanha de Jair Bolsonaro e R$ 2 milhões à de Tarcísio de Freitas, em 2022. Hoje preso por conta do escândalo do Master, ele foi o maior doador individual de ambos.
A isso se soma o pedido de R$ 134 milhões de Flávio a Vorcaro sob a justificativa de bancar o filme Dark Horse, mas que a Polícia Federal desconfia que pode ter sido desviado para bancar a conspiração de Eduardo Bolsonaro contra o Brasil nos Estados Unidos. Ou seja, grana usada em traição à pátria.
Áudios vergonhosos mostram Flávio cobrando, e cobrando, e cobrando o cascalho do banqueiro - a quem chamava de "irmão" e disse que estaria com ele sempre.
Isso sem contar o constrangimento de aparecer em uma fotografia, sem camisa, com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de "Sicário", e apontado como o chgefe da milícia particular de Vorcaro.
Apesar de negar proximidade com o banqueiro e dizer que se tratava de dinheiro privado (apenas um suricato com cãimbra sabe que não dá para chamar a grana dele, que mamou nas tetas das previdências de servidores públicos, de privada), Flávio visitou o banqueiro em várias ocasiões. A PF mostra, inclusive, que o ricaço das festas astronáuticas de bunga-bunga recebeu o senador quando já usava o adereço da tornozeleira eletrônica.
Enquanto transforma os contatos do banqueiro com seus adversários em arma eleitoral, o candidato foge de se explicar uma relação documentada que inclui cobranças milionárias, encontros suspeitos apontados pela Polícia Federal e uma investigação sobre o destino de parte desses recursos. Agora surge também o apartamento usado durante sua campanha em São Paulo.
Se a proximidade de Vorcaro com Moraes é assunto de interesse público, a proximidade de Vorcaro com Flávio também é. Não dá para exigir holofote sobre o vizinho e pedir penumbra quando a luz chega à própria porta - até porque os dois têm 130 milhões de motivos poara se explicar ao público.
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