Alex Malacarne é prata no MTB e celebra primeira medalha pelo Brasil
Atleta ganha primeira medalha pelo Brasil nos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026. Essa é a estreia em competição internacional representando o país
A medalha de prata conquistada por Alex Malacarne nesta segunda-feira (14) nos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026 tem um significado que vai muito além do resultado esportivo. Aos 24 anos, o atleta do mountain bike viveu sua primeira experiência representando o Time Brasil em uma competição multiesportiva internacional e transformou em realidade um sonho alimentado desde a adolescência.
Favorito ao ouro após uma temporada de bons resultados, Alex liderava uma disputa equilibrada com o argentino Fernando Contreras quando um problema mecânico na bicicleta mudou o rumo da prova. Ainda assim, mostrou maturidade para superar a frustração e garantir um lugar no pódio, completando em 1h24min37s, dez segundos atrás do argentino.
“Eu estava muito confiante para a prova de hoje. Vim como principal favorito e vinha administrando a disputa em uma distância controlada do primeiro colocado. Mas, infelizmente, na penúltima volta tive um contratempo mecânico. Perdi um pouquinho de tempo, ele viu a vantagem, acelerou e eu não consegui mais fechar o gap. Foi muito merecida a vitória da Argentina. Fico feliz com a minha prova. Estávamos em ótima performance, mas infelizmente tem coisas que a gente não consegue controlar”, avaliou.
Mesmo sem o ouro que parecia ao alcance, Alex celebrou a prata com emoção. Afinal, tratava-se de sua primeira medalha vestindo a camisa do Brasil. “São meus primeiros Jogos representando o Time Brasil. Espero que seja o primeiro de muitos”, afirmou.
A imagem do atleta observando atentamente a medalha após a cerimônia refletia exatamente o tamanho do momento. O brilho nos olhos era de quem esperou anos por aquela oportunidade.
“Eu tenho 24 anos hoje, mas sonho em ser convocado desde os 17, desde os Jogos da Juventude. Poder vivenciar essa energia dos Jogos é algo sensacional. Quero construir esse caminho passando pelo Sul-americano, pelo Pan-americano e, quem sabe um dia, chegar aos Jogos Olímpicos para representar o Brasil na maior oportunidade possível.”
A história de Alex no ciclismo mountain bike não começou em uma escolinha esportiva nem por influência familiar. Natural de Medianeira, região Oeste do Paraná, ele descobriu a modalidade de forma improvável.
“Eu comecei sem querer. Ninguém pedalava na minha família e nem na região onde eu moro. Eu conhecia o Strava e sempre fui muito competitivo. Via as pessoas pedalando, comecei a pedalar e pensava que precisava pedalar mais rápido que elas. Fui me motivando, melhorando e, só depois, conheci o mundo das competições. Quando comecei, nem sabia que existiam corridas de bicicleta.”
Onze anos depois daquela primeira pedalada motivada por desafios virtuais, Alex chegou ao pódio de uma das principais competições do continente representando o Brasil.
Durante a missão em Santa Fé, Alex também contou com a experiência de Ulan Galinski, atleta olímpico e uma das principais referências do mountain bike brasileiro.
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