Herói da Alemanha em 2014, Götze vira referência para brasileiros no Frankfurt
Mais de uma década depois de marcar o gol que garantiu à Alemanha o título da Copa do Mundo de 2014, no Maracanã, Mario Götze vive um momento diferente da carreira.
Aos 32 anos, o meia-atacante segue no Eintracht Frankfurt após estender seu vínculo com o clube até 2028 e passou a exercer uma função importante na formação dos jogadores mais jovens do elenco.
Entre os atletas que convivem com o experiente alemão estão dois brasileiros: o goleiro Kauã Santos, de 23 anos, revelado pelo Flamengo, e o zagueiro Otávio, de 20, que chegou à equipe na última janela de transferências.
Para os defensores do Frankfurt, a presença de um jogador com a trajetória de Götze representa uma oportunidade de aprendizado dentro e fora de campo.
A adaptação ao futebol europeu também se torna mais fácil com a proximidade entre os brasileiros.
Além da convivência com os demais companheiros, os dois encontram apoio mútuo para lidar com as diferenças culturais e as exigências do futebol alemão. — É importante ter alguém com as mesmas raízes na equipe.
Nós, brasileiros, passamos naturalmente muito tempo juntos e nos apoiamos no dia a dia e na adaptação ao futebol alemão — afirmou Otávio.
Götze acompanha evolução do futebol alemão Desde que estreou profissionalmente pelo Borussia Dortmund, em 2009, ainda aos 17 anos, Götze acompanhou mudanças importantes no futebol europeu.
A velocidade das partidas, a intensidade física e a preparação dos jogadores estão entre os aspectos que, segundo o meia-atacante, mais se transformaram ao longo desse período.
O alemão também destacou que as mudanças não se limitam ao que acontece dentro das quatro linhas.
A cobertura da imprensa e a maneira como os clubes se preparam para os compromissos também ganharam novas dimensões.
Outra transformação observada pelo jogador envolve o consumo de conteúdo esportivo.
Com a popularização dos celulares e das redes sociais, os torcedores passaram a acompanhar as partidas de maneiras diferentes, com os melhores momentos ocupando um espaço cada vez maior. — A cultura dos melhores momentos é totalmente diferente de quando comecei.
Também se dá por causa da mídia, das redes sociais e de como todo mundo consome o esporte hoje em dia — comentou Götze.
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