Check-up feminino no SUS terá de considerar raça, renda e região
Mulheres de todo o país passarão a ter direito a uma avaliação médica completa pelo SUS (Sistema Único de Saúde) pelo menos uma vez por ano.
A medida está prevista em lei publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta quinta-feira (3).
O atendimento deverá considerar as necessidades de cada paciente.
Idade, raça e etnia, deficiência, condição socioeconômica, local de residência, histórico de saúde e doenças mais frequentes entre a população feminina deverão orientar a consulta e a escolha dos exames.
Isso significa que a lei não cria uma lista única de procedimentos nem garante uma bateria irrestrita de exames a todas as mulheres.
Caberá aos profissionais definir o que é necessário em cada caso, conforme os protocolos médicos e os dados epidemiológicos.
Entre as ações previstas estão exames de triagem para identificar hipertensão, diabetes, alterações no colesterol e outras condições que afetem com maior frequência a saúde feminina.
A avaliação também poderá envolver exames preventivos, orientação nutricional, acompanhamento da saúde mental e atualização das vacinas.
Além do atendimento anual, o poder público deverá promover campanhas sobre prevenção de doenças, alimentação, atividade física e cuidados com a saúde mental.
A legislação também prevê capacitação contínua dos profissionais do SUS responsáveis pelo atendimento às mulheres.
A Lei nº 15.493 foi sancionada nesta quarta-feira (2) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e entrará em vigor 180 dias após a publicação, em março de 2027.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.