Lula chora, acena à pacificação e critica Flávio: 'Quem não deve não teme'
Centenas de pessoas se reuniram junto ao espelho d'água do Palácio da Alvorada, em Brasília, residência oficial do presidente para dar parabéns a Lula (PT). Ele completa hoje 81 anos.
Chegou por volta das 18h, acompanhado da mulher, Janja da Silva, e fez um discurso criticando a Meta e os EUA por ter interferido nas eleições e agradecendo quem foi votar.
Ainda bastante rouco, ele fez um discurso de pacificação. "Temos a obrigação de fazer com que as pessoas aprendam que ninguém é inimigo de ninguém na democracia. Pai não precisa brigar com o filho por causa do voto."
Disse ainda ter ficado emocionado com as pessoas sendo carregadas no colo para votar. "Idosos que tiveram coragem de dizer ao mundo que o Brasil não é quintal de ninguém."
Ele alfinetou Flávio Bolsonaro, que deixou o país rumo aos EUA. "Eu perdi eleição pro [Fernando] Collor [de Mello], pro Fernando Henrique Cardoso, duas vezes, e fiquei no Brasil. Eu fico imaginando que culpa tem na consciência o cara que fugiu do Brasil? Quem não deve não teme. Se saiu de seu país, é porque deve alguma coisa."
Eu lamento que ele tenha saído do Brasil. Poderia ficar aqui e provar que as acusações não são verdadeiras. Tentei fazer ele provar que era honesto entregando minha papelada. Ele não entregou [a dele]. Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. Lamentavelmente a familia Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria deles. A primeira é lamber botas dos americanos. Lula, em crítica a Flávio Bolsonaro
Estiveram presentes os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, Dario Durigan, da Fazenda, e Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil. Além deles, foram cumprimentar o petista seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), com a mulher, Lu, e vários integrantes da campanha vitoriosa à reeleição, como o senador Camilo Santana, o ex-ministro Fernando Haddad e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles.
Amigos de longa data participaram da festa, como o assessor Celso Amorim, os senadores Otto Alencar (PSD-BA), Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).
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