Presidente da Zetta diz que regulação de IA precisa de equilíbrio
O presidente da Zetta, , afirmou, nesta 3ª feira (1º.set.2026), que uma regulamentação excessivamente restritiva da IA (inteligência artificial) pode impedir que instituições financeiras e consumidores aproveitem os benefícios da tecnologia.
Segundo Lopes, a IA pode aumentar a eficiência do setor financeiro e ampliar a capacidade das instituições de avaliar o risco de crédito.
Combinada à coleta de dados, mediante consentimento dos clientes, a tecnologia permitiria análises mais precisas e ofertas personalizadas de acordo com o perfil de cada consumidor.
“Se a regulação vier de uma forma extremamente intrusiva e que torne proibitivo esse uso, a gente vai ficar sem colher esses benefícios” , disse Lopes durante entrevista ao editor sênior do Poder360 , Paulo Silva Pinto, no Zetta Summit 2026 , em Brasília.
Assista à entrevista (12min25s): Para o presidente da Zetta, as regras devem assegurar segurança no uso da tecnologia sem limitar seu desenvolvimento.
“É sobre um equilíbrio.
A regulação vai proporcionar a segurança que a gente precisa para fazer essa aplicação da tecnologia de forma responsável, mas sem congelar ou até mesmo impedir a adoção desse tipo de recurso para o desenvolvimento dos serviços e dos produtos e, no final das contas, para o benefício das pessoas” , afirmou.
Lopes também relacionou o uso da IA à próxima etapa da inclusão financeira no país.
Segundo ele, cerca de 96% da população brasileira já mantém algum relacionamento financeiro, o que indica que a etapa de ampliação do acesso foi, em grande parte, superada.
Agora, afirmou, “todos os olhares” estão voltados à qualidade dessa inclusão, tanto para os consumidores quanto para as instituições que oferecem os serviços.
Nesse cenário, a tecnologia poderia ajudar as empresas a oferecer limites de crédito mais adequados à capacidade financeira de cada cliente.
Lopes disse que a personalização pode evitar tanto a concessão de valores elevados, com risco de superendividamento, quanto limites insuficientes para atender às necessidades do consumidor.
O presidente da Zetta afirmou ainda que o debate sobre a necessidade de regulamentar a inteligência artificial está “um pouco superado” .
Para ele, a principal questão agora é definir como regular a tecnologia sem “engessar a inovação” .
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