Internado após cateterismo, médico réu por feminicídio pede prisão domiciliar
O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, réu pelo feminicídio da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, segue internado no Hospital da Cassems, em Campo Grande.
Após passar por um procedimento de cateterismo cardíaco devido a complicações de saúde registradas enquanto estava sob custódia no Centro de Triagem Anísio Lima, a defesa do réu apresentou à Justiça um pedido de prisão domiciliar por questão humanitária.
O Campo Grande News apurou que Jazbik passou por cateterismo, uma angioplastia (procedimento para desentupir artérias) com a colocação de stents (pequenos tubos em formato de malha metálica para manter as artérias abertas e manter o fluxo sanguíneo).
A internação do cardiologista levou ao adiamento da primeira audiência de instrução e julgamento do processo.
O juiz Aluizio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, remarcou os depoimentos das testemunhas de acusação para o fim deste mês, mantendo a previsão do interrogatório do acusado para o início de novembro.
A reportagem também apurou que agora, o magistrado aguarda informações sobre o estado de saúde do médico, laudos e a documentação do hospital, para decidir sobre o pedido feito pela defesa.
Procurado para prestar esclarecimentos sobre o quadro clínico atual do paciente, o Hospital da Cassems informou que não repassa detalhes ou informações sobre o estado de saúde de seus internados.
O advogado José Belga Trad afirma que manter o cliente na prisão é impor a ele pena de morte.
"Estão tentando impor contra ele uma pena de morte sumária.
E reafirmo: ele é inocente da acusação de feminicídio.
Se algo acontecer com ele, nós iremos pedir a apuração das responsabilidades criminais".
O caso - Fabíola Marcotti, de 51 anos, foi encontrada morta em maio de 2026 na Chácara dos Poderes, propriedade onde vivia com o marido.
Apesar de Jazbik alegar que a esposa cometeu suicídio, as investigações da Polícia Civil apontaram indícios incompatíveis com a tese, entre eles sinais de agressão, o que levou o inquérito a ser concluído como crime de feminicídio.
O médico responde na Justiça por feminicídio, violência psicológica, fraude processual e posse irregular de arma de fogo.
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