Assaí: BofA vê espaço para maiores altas com mais cortes de juros e eleva preço-alvo
O Bank of America elevou o preço-alvo para o Assaí ( ASAI3 ), saltando de R$ 12 para R$ 17, reiterando a recomendação de compra para a ação.
De acordo com o banco, os resultados eleitorais no país têm reforçado a possibilidade de implementação de reformas, o que deve beneficiar a companhia.
Segundo os analistas, com o rumo que as eleições tomaram, a probabilidade de adoção de políticas mais favoráveis ao mercado e de maior disciplina fiscal estão maiores.
Cálculos do banco mostram que a companhia ganha 6% ao lucro por ação (LPA) a cada redução de 1 ponto percentual na taxa.
Leia também Vamos (VAMO3) desaba 11% e mais 8 ações do Ibovespa caem mais de 5%; entenda Taxas dos DIs sobem após pesquisas indicarem empate técnico entre Flávio e Lula e levam à forte queda do setor de varejo e consumo Magalu (MGLU3): por que ações caem mesmo com recomendação elevada para compra? O movimento ocorre uma vez, que na esteira do dólar, os juros futuros médios e longos sobem na manhã desta terça-feira Para o BofA, uma perspectiva fiscal mais favorável também pode abrir espaço para um ciclo de redução de juros mais acentuado, criando potencial de alta para o LPA.
Esses fatores combinados sustentam o potencial de uma nova rodada de reprecificação positiva das ações.
Com juros mais baixos e um cenário de consumo mais favorável, o banco acredita que a companhia pode sustentar um crescimento mais forte das vendas nos segmentos B2B e B2C.
Além disso, um crescimento de 5% nas vendas em mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) e uma taxa Selic de 10% ainda poderiam elevar o LPA estimado para 2028 em 10%.
Os analistas explicam que o novo preço alvo de R$ 17 tem como base um múltiplo de 13 vezes o LPA estimado para 2028, excluindo os efeitos do IFRS 16, ante 9 vezes na avaliação anterior.
Ventos favoráveis De acordo com o Bank of America, uma inflação mais alta deverá favorecer um crescimento mais forte das vendas, mesmo que isso possa levar os consumidores a buscarem produtos mais baratos.
A previsão média da inflação dos alimentos consumidos em casa é de um pico de 10,1% na comparação anual em fevereiro, com média de 8,0% em 2027.
Com a alta dos preços do petróleo e dos grãos combinados aos riscos do El Niño, essa trajetória de alta está cada vez mais próxima.
Além disso, a reestruturação da dívida do Grupo Pão de Açúcar ( PCAR3 ) pode facilitar a resolução negociada de passivos tributários históricos, incluindo possíveis descontos e planos de parcelamento.
Caso o processo seja bem-sucedido, o conjunto de contingencias tributarias de quase R$ 12,9 bilhões poderia ser reduzido.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.