Auditor do Aeroporto de Fortaleza preso: entenda o esquema de fraude em importação com propina milionária
Operação mira esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no Aeroporto de Fortaleza O auditor-fiscal da Receita Federal preso suspeito de envolvimento em fraudes em importações no Aeroporto de Fortaleza recebeu cerca de R$ 6,8 milhões no esquema, de acordo com a investigação da Polícia Federal.
Uma ação realizada nesta terça-feira (25) cumpriu três mandados de prisão, 15 de busca e apreensão, além de apreensão de bens como artigos e carros de luxo.
A operação ocorreu nas cidades de Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, e em Salvador, na Bahia.
Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Ele é apontado como chefe de uma organização criminosa com "complexo grau de funcionamento" com atuação desde pelo menos 2020.
O grupo era hierarquizado e dividido em quatro núcleos (entenda abaixo).
O auditor, que atuava no gabinete da inspetoria do aeroporto, era suspeito de interferir irregularmente em despachos aduaneiros e fornecer, em troca de vantagens, informações e orientações sigilosas sobre comércio exterior.
Além do auditor, dois empresários também foram detidos pela Polícia Federal.
LEIA TAMBÉM: Auditor do Aeroporto de Fortaleza e empresários são presos em esquema de fraudes em importações Auditor-fiscal do Aeroporto de Fortaleza é denunciado por comandar grupo criminoso As investigações identificaram movimentações superiores a R$ 27 milhões entre empresas ligadas ao esquema, de acordo com a Receita Federal.
O grupo também teria adquirido aproximadamente R$ 31,8 milhões em criptoativos, sem compatibilidade com as receitas formalmente declaradas.
Segundo a PF, a análise de novas provas indicaram a necessidade de agir para interromper a continuidade dos crimes e aprofundar a apuração sobre outros envolvidos.
Os alvos da operação poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação.
Como atuava o grupo criminoso Investigações, iniciadas em 2022, apontaram que servidores da Receita Federal recebiam dinheiro de empresários para fraudar a fiscalização aduaneira.
Polícia Federal/ Divulgação Segundo as investigações, o grupo era hierarquizado e dividido em quatro núcleos: público, empresarial, financeiro e auxiliar.
As tarefas eram divididas entre um agente público, empresários do setor de importação e pessoas responsáveis por movimentar e ocultar os recursos ilícitos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Ceará.