O país que aposta mais do que investe
Bets: brasileiro precisa aprender que aposta não é investimento.
Foto: Anna Tolipova/Agência Senado Artigo escrito por Érico Colodeti Filho CFP® (Certified Financial Planner), especialista em investimentos pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais ( Anbima ).
Especialista em criptomoedas pela Associação Nacional das Corretoras Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias ( Ancord ).
Professor universitário.
O brasileiro revelou, em 2025, uma das maiores distorções da sua relação com o dinheiro.
Segundo o Raio X do Investidor Brasileiro, pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, 17% da população declara ter recursos em bets.
E esse comportamento torna as apostas o segundo destino do dinheiro do brasileiro.
Fica atrás apenas da poupança, com 22%, e oito vezes acima das ações na bolsa, que reúnem apenas 2% dos brasileiros.
Renda fixa privada, fundos e criptomoedas ficam com 7%, 5% e 4% respectivamente.
Ou seja, o brasileiro não está apenas conservador.
Está refém de um desejo de enriquecimento rápido que nada tem a ver com investimento.
Os números de 2025 mostram que esse retrato não é um acaso.
As bets provocaram uma saída líquida de R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras no ano passado, segundo o Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros.
Ou seja, um valor que equivale a cerca de R$ 30 bilhões por mês, contra R$ 20 bilhões mensais em 2024.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.