A guerra pode se espalhar pela Europa. Você está psicologicamente preparado?
A guerra pode se espalhar pela Europa.
Você está psicologicamente preparado? Getty Images via BBC Se o seu país, de repente, entrasse em guerra, você saberia o que fazer? Você sabe o que seria esperado de você? Aqui no Reino Unido, o governo deseja que todos nós comecemos a nos preparar para graves perturbações nas nossas vidas.
Devemos estocar carne enlatada e água potável, fortalecer nossa resiliência cívica e planejar para a possibilidade de uma guerra. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O governo já está trabalhando no chamado "livro de guerra", que não é atualizado há décadas.
E o principal soldado britânico fez soar o alarme.
O chefe do Estado-Maior da Defesa do Reino Unido, Richard Knighton, declarou esta semana que a ameaça da Rússia significa que o país vive o período "mais perigoso" dos seus 35 anos de carreira nas Forças Armadas britânicas.
Mas qual é a ameaça? Em 1940, havia o risco real de uma invasão do Reino Unido pela Alemanha.
Mas a possibilidade de termos hoje tanques russos nas ruas de Londres, certamente, é ínfima.
"Não é com os tanques que precisamos nos preocupar", segundo a historiadora Margaret MacMillan, autora do livro War: How Conflict Shaped Us ("Guerra: como os conflitos nos moldaram", em tradução livre).
"É com o corte dos cabos no fundo do oceano.
Com hackers nos sistemas dos quais dependem tantas coisas.
A possibilidade de guerra assimétrica, guerra cibernética, vem crescendo a largos passos." Mas será que o país está pronto? Depois de 80 anos sem guerras em solo britânico, estaremos nós, como sociedade, psicologicamente preparados? Os britânicos estarão prontos para aprovar grandes aumentos dos gastos com a defesa e para os sacrifícios que podem ser necessários em outras áreas da nossa vida nacional? Ou a ameaça parece exagerada demais para ser real? O legado da Primeira Guerra Mundial "Acho que nos acostumamos com a ideia de que a paz é o estado normal das coisas e que ela irá perdurar", explica MacMillan.
"Por isso, não acho que estejamos psicologicamente preparados." "Mas acho que estamos começando a reconhecer que a guerra está mais próxima de nós do que gostaríamos de pensar." As imagens de arquivo mostrando cidadãos britânicos se divertindo em 1913, acompanhando corridas de cavalos ou assistindo a partidas de críquete, são um forte contraste com o que se seguiu durante os horrores da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
"De certa forma, os tempos atuais são um tanto parecidos com os verões de antes de 1914, quando se falava muito sobre o conflito, mas a ideia de realmente irmos à guerra parecia muito distante para se acreditar", afirma o general britânico aposentado Richard Shirreff, ex-vice-comandante supremo dos aliados na Europa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.