Caso Samylle: MP denuncia tios de menina de 4 anos morta no RS por tortura e feminicídio
Caso Samylle: tia de menina de 4 anos morta após agressões é presa no RS A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, e indiciou os dois tios da criança por homicídio triplamente qualificado e maus-tratos.
Segundo a corporação, o casal, Eduarda Beatriz Costa Ramiro e Nicolas Gabriel Almeida Staubus, foi responsabilizado pelo crime com as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e por a vítima ser uma criança. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou à Justiça, na sexta-feira (11), a tia que tinha a guarda de Samylle Valentina Borba Ramiro e o companheiro dela pelos crimes de feminicídio e tortura.
A menina, de 4 anos, chegou morta a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Alegre na noite de 16 de agosto.
A denúncia foi apresentada pelas promotoras de Justiça Luciana Casarotto e Graziela Vieira Lorenzoni.
Segundo a acusação, o homem praticou as agressões que resultaram na morte da criança.
A tia foi denunciada por contribuir para o resultado ao não buscar atendimento médico imediato.
Conforme o Ministério Público, "o denunciado concorreu para a prática do delito ao desferir violentos golpes contra a vítima".
Em relação à tia, a acusação afirma que ela tinha o dever de prestar socorro por ser a guardiã de fato da criança.
Segundo a denúncia, a mulher permaneceu em casa com Samylle por um período incompatível com a gravidade dos ferimentos para evitar a responsabilização criminal do companheiro.
"A denunciada concorreu para o resultado morte mediante a prática de conduta omissa penalmente relevante, uma vez que, sendo tia e guardiã fática da criança, poderia e deveria ter adotado imediatas providências para socorro médico após constatar os ferimentos em Samylle.
No entanto, a denunciada permaneceu com a criança em casa por período incompatível com a gravidade dos ferimentos, no intuito de evitar a responsabilização criminal do companheiro", diz a acusação.
Os dois também foram denunciados por tortura.
O MPRS sustenta que Samylle foi submetida a intenso sofrimento físico como forma de castigo pessoal.
O laudo de necropsia identificou lesões em diferentes estágios de cicatrização, compatíveis com episódios de violência ocorridos ao longo de dias e semanas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Sul.