Análise: Corinthians brinca com perigo, e trapalhadas da diretoria elevam risco de rebaixamento
Palmeiras 4 x 1 Corinthians | Melhores momentos | 30ª rodada | Brasileirão 2026 A diretoria do Corinthians achou boa ideia dar 16 dias de trabalho para Fernando Diniz durante a Data Fifa para demiti-lo logo na sequência.
Depois, enquanto o maior rival se preparava para uma guerra, os cartolas alvinegros decidiram ir para o clássico contra o Palmeiras, fora de casa, com o técnico do time sub-20.
Agora, o diretor executivo de futebol Marcelo Paz fala em "voltar a vencer por 1 a 0" e prega pragmatismo.
Mas, para isso, recorreu a uma das opções menos pragmáticas que se poderia imaginar: um técnico que não trabalha há sete anos, que tem mais derrotas do que vitórias na carreira e que estava na Espanha enquanto o Corinthians levava olé de seu maior rival. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp Gabriel Paulista chora e desabafa em meio à crise do Corinthians: "As coisas de fora estão afetando demais" Com o time à beira do precipício a oito rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, a diretoria do Corinthians parece não ter entendido a gravidade da situação e brinca com o perigo.
Neste contexto, a goleada sofrida por 4 a 1 no Dérbi saiu até barata.
Pela superioridade do rival, pelos gols evitados por Hugo Souza e por toda a crise que afeta o Corinthians, o estrago poderia ter sido bem maior.
Mais notícias do Corinthians: + Marcelo Paz explica contratação de Seedorf + Clube anuncia patrocínio máster até o fim do ano Jogadores do Corinthians em derrota para o Palmeiras Marcos Ribolli Fica até difícil fazer análises técnicas e táticas na atual situação do Corinthians.
O time que entrou em campo neste domingo, com três recém-convocados para a Seleção, foi exatamente o mesmo que iniciou a partida contra o Flamengo, em 1º de fevereiro, quando conquistou a Supercopa do Brasil.
É evidente que questões extracampo influenciaram nesta derrocada da equipe.
Os problemas vão desde os salários atrasados à falta de confiança do elenco no presidente Osmar Stabille.
O forte desabafo de Gabriel Paulista só confirmou a falta de blindagem aos jogadores.
Por mais que o elenco tenha desequilíbrios - mesmo custando R$ 30 milhões por mês - este grupo não tem nível para ser rebaixado.
Porém, todo o contexto torna essa ameaça real.
Além disso, o Corinthians concorre contra times que já estão acostumados com a ideia de lutar contra o rebaixamento, enquanto ele próprio parece ter acordado só agora para essa realidade.
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