Icatu vê potencial no seguro universal e desafio em ampliação, diz CEO
O CEO da Icatu Seguros, Luciano Soares está otimista com o avanço do seguro de vida universal no Brasil e diz que a empresa está bem posicionada para oferecer o produto, mas ressalta que o mercado ainda aguarda definições regulatórias.
Segundo ele, faltam esclarecimentos – especialmente em relação à tributação – para dar previsibilidade ao lançamento e à expansão dessa modalidade, vista como uma das principais apostas de crescimento para o setor.
Soares é o entrevistado de hoje do Capital Insights, programa produzido em parceria entre a Broadcast e o CNN Money , que vai ao ar às 19 horas.
O seguro vida universal é uma modelo de proteção securitária que combina cobertura por morte ou invalidez com o acúmulo de uma reserva financeira.
Além de garantir uma indenização em caso de óbito, como o seguro vida tradicional, esse produto também forma um colchão financeiro, que rende juros.
No futuro, o montante acumulado pode ser usado conforme as regras da apólice.
Leia Mais Nubank tem lucro trimestral acima de US$ 1 bi pela 1ª vez Projeção de vendas no ano da MRV aliviará alavancagem, diz CFO Endividamento da MRV deve cair quase 30% até o fim de 2026, diz CFO No ano passado, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) publicou um normativo que estrutura regras para o produto, que não tem caráter de previdência.
No entanto, o mercado ainda aguarda definições sobre a tributação para começar a comercializá-lo.
Na avaliação de Soares, a introdução de novos produtos e a modernização do marco regulatório se somam a uma oportunidade estrutural: ampliar a penetração do seguro no país.
Ele aponta que o Brasil ainda tem baixa participação da indústria de seguros no PIB (Produto Interno Bruto) e classifica como “principal desafio” aumentar esse nível, o que abriria espaço para uma expansão mais consistente do mercado no médio e longo prazos.
Mesmo em um cenário de juros elevados, o executivo diz que o mercado de seguros segue crescendo, indicando resiliência diante do ambiente macroeconômico.
Para ele, o setor “continua tendo espaço de crescimento” e há uma “grande oportunidade” de avanço, desde que as empresas consigam ampliar o acesso e a compreensão dos produtos para a população.
O CEO observa ainda que a concorrência tem aumentado no setor, em um contexto no qual o custo de captação também se tornou um fator mais relevante para as companhias.
Ao tratar de produtos, Soares lembra que a previdência complementar funciona como “uma poupança de longo prazo” e comentou o impacto do debate recente sobre mudanças no IOF no VGBL, que, segundo ele, gerou ruído no segmento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.