Marília Mendonça recusou convite da Unesco por causa de trauma político, revela livro de Carol Prado
A jornalista Carol Prado revela, no livro “O rastro da rainha – Para entender o fenômeno Marília Mendonça”, que a cantora recusou um convite para ser embaixadora da Unesco após um episódio envolvendo política em 2018.
Às vésperas da eleição presidencial daquele ano, Marília Mendonça gravou, a convite de Maria Gadú e sem consultar sua equipe, um vídeo de apoio ao movimento #EleNão, criado em oposição à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.
A publicação relata que a cantora foi alvo de críticas de grupos conservadores e apagou o vídeo horas depois.
Em seguida, publicou uma retratação.
Segundo o livro, Marília chorou muito nos dias seguintes e decidiu que não voltaria a se envolver publicamente com política.
O episódio teria deixado marcas na relação da cantora com o tema.
Anos depois, Marília recebeu um convite para ser embaixadora da Unesco, função concedida a poucos artistas, entre eles Gilberto Gil e Vik Muniz.
Antes de aceitar, porém, a cantora teria questionado se a função possuía algum tipo de viés político.
Ao receber uma resposta afirmativa, decidiu recusar o convite.
“Se é assim, não quero”, teria dito Marília, segundo o relato publicado no livro.
“O rastro da rainha – Para entender o fenômeno Marília Mendonça” chega às livrarias em outubro e revisita episódios da trajetória da cantora, que morreu em novembro de 2021, aos 26 anos.
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