Feminicida que correu para igreja após matar mulher é condenado a 38 anos
O homem que matou a companheira a facadas e depois se escondeu dentro de uma igreja, no Itapoã (DF), foi condenado a 38 anos e 8 meses de prisão nesta quinta-feira (17/9).
Willian Lopes foi condenado pelo feminicídio de Camila Pereira Lopes, 28 anos, morta em agosto de 2025.
A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Relembre o caso: A vítima foi atingida por facadas em frente à própria casa, enquanto conversava com uma amiga.
Ela sofreu três golpes de arma branca no tórax.
Camila teria ateado fogo nas roupas do companheiro durante uma crise de ciúmes, o que teria o enfurecido.
Segundo o relato de William, ele havia passado a noite fora de casa, trabalhando como lanterneiro e lixando carros.
Ao retornar, encontrou as roupas queimadas e, posteriormente, matou a vítima a facadas.
Após o crime, o réu fugiu e se escondeu em uma igreja, na Quadra 49 do Del Lago.
Ele foi localizado e preso pela polícia.
William tinha passagens por roubo, extorsão e posse ilegal de arma de fogo.
De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) , os jurados entenderam que Willian dificultou a defesa da vítima ao surpreendê-la enquanto ela conversava com uma amiga.
Também reconheceram que o crime ocorreu por razões da condição de sexo feminino, no contexto de violência doméstica.
Esse foi o primeiro júri de feminicídio consumado realizado no Tribunal do Júri do Paranoá/Itapoã sob a nova previsão do crime de feminicídio no Código Penal, revelou o promotor de Justiça Daniel Bernoulli, responsável pelo caso.
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