Irã alerta EUA sobre ataque israelense a uma área do Líbano controlada pelo Hezbollah, dizem fontes
BEIRUTE, 3 Set (Reuters) - O Irã alertou os Estados Unidos que responderia com firmeza a uma ofensiva israelense contra uma cordilheira montanhosa no sul do Líbano, onde militares iranianos estão entrincheirados ao lado de combatentes do Hezbollah, informaram à Reuters três autoridades a par da mensagem.
Entregue no mês passado, a mensagem destaca o envolvimento direto e contínuo do Irã nos combates terrestres no sul do Líbano e sua disposição de retaliar ataques israelenses na região, à medida que a guerra regional entra em seu sétimo mês.
Acredita-se que o Hezbollah tenha construído um centro de comando subterrâneo e depósitos de armas na cordilheira Ali al-Taher, que oferece uma vista panorâmica do sudeste do Líbano, segundo fontes de segurança libanesas. O local se tornou um dos pontos mais disputados na guerra entre Israel e Hezbollah.
O Hezbollah afirmou em declarações públicas que controla a colina e enfrentará qualquer avanço israelense. Seus representantes se referiram a uma “instalação” no local, mas se recusaram a fornecer detalhes.
As forças armadas israelenses ocuparam vastas áreas ao sul de Ali al-Taher e identificaram a cordilheira como um de seus “principais focos operacionais” em declarações públicas.
Em sua mensagem a Washington, Teerã disse que qualquer ofensiva israelense em grande escala na cordilheira seria respondida com um ataque iraniano em grande escala, afirmaram as três autoridades da região, que falaram à Reuters sob condição de anonimato.
O Hezbollah se recusou a comentar se forças iranianas estavam presentes em Ali al-Taher. Em resposta às perguntas da Reuters sobre a mensagem e sobre se os EUA haviam pressionado Israel a não atacar Ali al-Taher, uma autoridade da Casa Branca afirmou: “isso não é verdade”.
Não houve comentário imediato da missão permanente do Irã em Genebra, do Departamento de Defesa dos EUA ou do Ministério das Relações Exteriores de Omã. As forças armadas israelenses se recusaram a comentar.
Dois dos funcionários afirmaram que a mensagem foi entregue por meio de Omã, que desempenhou um papel de mediação.
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