Número de empresas que publicam dados sobre emissões de carbono bate recorde no Brasil
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É recorde o número de empresas que divulgam informações sobre emissões de carbono ao Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG), considerado um dos maiores bancos de dados nacionais a respeito dos gases de efeito estufa no mundo corporativo.
No ciclo deste ano, 757 organizações entregaram inventários referentes à poluição gerada em 2025. O aumento é de 12% em relação ao período anterior, quando 670 companhias enviaram relatórios cobrindo o ano de 2024.
A Folha acessou as informações com exclusividade. Os dados serão apresentados na tarde desta quarta-feira (26) e disponibilizados na plataforma Registro Público de Emissões , mantida pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
A alta no total de organizações participantes do PBGHG provoca recordes nas emissões registradas no programa. Somadas, as 757 empresas emitiram 213 milhões de toneladas de CO 2 e (dióxido de carbono equivalente) em 2025, ao considerar apenas a poluição gerada diretamente pelas companhias, na categoria chamada de escopo 1 nos inventários de gases-estufa.
No escopo 2, abrangendo os gases poluentes ligados às fontes de energia que abastecem as companhias, as emissões declaradas foram de 8,1 milhões de toneladas de CO 2 e.
No escopo 3, que registra as emissões indiretas, produzidas em cadeias de valor relacionadas às empresas, o total alcançou 1,18 bilhão de toneladas de CO 2 e em 2025.
Como comparação, a mudança do uso da terra (desmatamento) respondeu por 805 milhões de toneladas de CO 2 e em 2022, segundo os dados mais recentes do Inventário Nacional, elaborado pelo governo brasileiro.
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Guilherme Lefevre, gestor do PBGHG, diz que o aumento no número de empresas participantes se deve à importância que a agenda climática ganhou nos últimos anos e ao maior engajamento de setores que pouco reportavam emissões, como o agronegócio .
"Vem crescendo muito a quantidade de empreendimentos rurais e fazendas comprometidos com a elaboração de inventário, era uma coisa que estava mais restrita ao mundo empresarial e corporativo", afirma.
Neste ano, a plataforma registra dados de 62 organizações do setor de agricultura, pecuária, floresta e pesca, uma alta de 38% em relação ao ciclo de 2025. Ainda assim, os inventários cobrem apenas 0,8% das emissões produzidas diretamente pelo setor agrícola.
A representatividade é bem maior em outras categorias: 75% da poluição gerada em processos industriais, incluindo cimento, siderurgia, alumínio e petroquímicas, está registrada nos relatórios disponíveis. Na combustão estacionária, com a queima de combustíveis em caldeiras, 55% das emissões nacionais estão relatadas.
A metodologia do GHG Protocol foi criada na década de 1990 pelo WRI (World Resources Institute) e o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. A FGV adaptou as normas globais ao contexto brasileiro e agrega dados desde 2008.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.