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Caso João de Deus: entenda por que Justiça também condenou centro espírita por crimes sexuais

G1 Goiás ·
Caso João de Deus: entenda por que Justiça também condenou centro espírita por crimes sexuais

João de Deus e centro espírita são condenados em GO Condenado junto com João Teixeira de Faria, o João de Deus, o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola teria atuado como facilitador para a prática de abusos sexuais cometidos contra mulheres durante atendimentos espirituais, segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Com base na sentença do juiz André Luiz Figueiredo Ligório, da Vara Cível de Abadiânia, a instituição teria fornecido a logística física, humana e de legitimação social considerada indispensável para que os crimes fossem cometidos reiteradamente ao longo dos anos. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp João de Deus e o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola foram condenados solidariamente a pagar R$ 20 milhões em indenização por danos morais coletivos decorrentes de abusos sexuais cometidos no interior da entidade, em Abadiânia.

A decisão de terça-feira (6) também determinou que a instituição e o réu indenizem individualmente todas as pessoas que comprovarem ter sofrido abuso durante os atendimentos espirituais. 🔎 Condenação solidária quando determinada pela Justiça significa que, neste caso, tanto João de Deus quanto o Centro Espírita respondem pela totalidade da dívida de R$ 20 milhões, sem divisão prévia de quotas.

Em nota ao g1, a defesa de João de Deus informou que os autos não refletem a realidade dos fatos e que vai recorrer da decisão.

Também afirmou que a sentença desconsidera o conjunto de provas e absolvições obtidas ao longo de oito anos, além de impor uma condenação desproporcional (leia a nota completa abaixo.) João de Deus, em Aparecida de Goiânia, Goiás Renata Costa/TV Anhanguera Por que o centro espírita também foi responsabilizado Em entrevista ao g1, o promotor de Justiça Lucas César Costa Ferreira, titular da comarca de Abadiânia, afirmou que um dos pontos centrais da decisão foi afastar a tese de que os crimes teriam sido condutas exclusivamente particulares de João de Deus.

Segundo o Ministério Público, a estrutura física e a organização interna da Casa foram determinantes para que os abusos ocorressem de forma contínua ao longo dos anos.

“O juiz reconheceu que não só aquelas vítimas que foram ofendidas fariam jus à indenização, mas sim toda a sociedade, a nossa coletividade.

E ele entendeu que não só o agressor, o João Teixeira de Faria, tem responsabilidade, mas também o próprio centro espírita, porque ele se valeu da estrutura, da logística interna ali do centro, e ele entendeu assim, portanto, que ambos são responsáveis.

E aqui vale dizer que essa indenização foi solidária: as duas partes, tanto o João quanto a Casa Dom Inácio de Loyola, têm responsabilidade pelo todo da dívida de 20 milhões”, disse.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Goiás.

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