MotoGP - Martín mostra preocupação com retorno em Sepang e admite: "Se não fosse o título, estaria em casa"
Após ser liberado pela equipe médica da MotoGP para disputar o TL1 do GP da Malásia nesta madrugada de sexta-feira (30), Jorge Martín admite preocupação pelo retorno. Retorno este que acontece somente devido à disputa pelo título.
O espanhol da Aprilia sofreu um forte acidente na sprint de Phillip Island, fraturando o punho direito. Com a temporada na reta final e o cancelamento da corrida principal do domingo controlando a perda de pontos em relação a Marc Márquez, Martín optou por não fazer uma cirurgia, tentando retornar já neste fim de semana, em Sepang.
Nesta quinta-feira, no centro médico do paddock de Sepang, Martín recebeu uma liberação parcial de Ángel Charte, diretor médico da MotoGP. Isso significa que ele poderá disputar o TL1 antes de passar por uma reavaliação, esta sim válida para o restante do fim de semana.
"Demos o primeiro passo, que era tentar correr", explicou Martín. "Depois veremos como continua o fim de semana", acrescentou.
A radiografia da mão direita do piloto revela uma fratura na parte baixa do rádio 'não completa', segundo os médicos, o que significa que o osso não se deslocou, que é a chave para entender como que o piloto recebeu o sinal de 'apto', já que qualquer deslocamento, por mínimo que fosse, teria necessitado de uma cirurgia.
"A única coisa que sei é que tenho o pulso fraturado", disse o piloto da Aprilia. "Se não estivesse disputando o título, estaria em casa com um gesso no braço", soltou para dissipar as dúvidas de que só a luta pelo campeonato o levou até Sepang.
Uma luta que não só vai ser muito complicada pela fratura, como também pela dificuldade imposta pelo seu rival, o heptacampeão da MotoGP Marc Márquez, que saiu de Phillip Island com 10 pontos de vantagem.
"Não sou muito otimista, acho que será muito complicado. Mentalmente, vou apenas tentar pilotar amanhã. A partir daí, veremos. Não sou muito otimista quanto à possibilidade de correr. Mas o corpo humano é um mistério, e melhorei muito nos últimos dias. Dois dias atrás teria dito que era impossível subir para a moto".
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