Fachin pede “tranquilidade e serenidade” em julgamento de Moraes: “O país olha para essa Corte”
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin , pediu “tranquilidade e serenidade institucional” de seus colegas no plenário, nesta terça-feira (15), ao dar início à sessão extraordinária convocada para analisar a abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes .
“Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas […] A divergência legítima, o confronto pessoal não.
A decisão pertence ao plenário, não a um ministro individualmente”, declarou Fachin ao abrir a sessão.
“Peço que tenhamos equilibrio, tranquilidade e serenidade institucional.
O país olha para esta Corte.
A História também olhará para esse momento”, prosseguiu o presidente do STF.
A análise do plenário tem como base um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas um interlocutor, apontado pelos investigadores como sendo Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro .
O procedimento envolve questões de impacto institucional e será conduzido conforme as regras do Regimento Interno do STF.
Como funciona o rito A sessão começou com a abertura dos trabalhos pelo ministro Edson Fachin , relator do caso.
Em seguida, ele apresenta o relatório, com um resumo das informações reunidas pela Polícia Federal e dos argumentos apresentados pela defesa.
Na sequência, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifesta sua posição sobre a necessidade ou não de instaurar o inquérito.
Os advogados de defesa e representantes legais também têm espaço para apresentar suas considerações aos ministros.
Concluída essa etapa, Fachin profere seu voto, indicando o encaminhamento jurídico que considera adequado.
Os demais integrantes do Supremo votam individualmente, seguindo a ordem de antiguidade prevista para a sessão.
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