Ultradireita ataca eleitores de Lula em Portugal; veja vídeo
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
"Venceu a roubalheira": esse é o representante da ultradireita em Portugal mandando eleitores de Lula de volta para o Brasil. "Para aqueles que estão muito felizes com o Lula e estão aqui em Portugal, e celebraram muito, por que que não pegam um avião e vão de volta para o Brasil?", disse André Ventura , líder do Chega em Portugal .
Ele sugeriu isso em duas postagens publicadas após o resultado das eleições brasileiras. Num dos vídeos, presidiários supostamente comemoram a vitória de Lula. Mas veículos de checagem no Brasil e em Portugal confirmaram que o vídeo é falso.
No outro post, Ventura diz que "no que depender" dele, quem votou no PT e no Lula voltaria para o Brasil para viver na "miséria". Os brasileiros formam a maior comunidade de estrangeiros em Portugal. E o partido anti-imigração Chega é a segunda maior força no Parlamento do país. Após as declarações do ultradireitista, a DW procurou o governo de Portugal, mas não obteve resposta até a publicação deste vídeo. Em nota à DW, o Partido Comunista Português, uma das principais vozes da oposição à ultradireita em Portugal, afirmou que as declarações de Ventura "não têm correspondência com a forma como o povo português acolhe os imigrantes, especialmente brasileiros, que vivem no país". Organizações de combate à xenofobia e ao racismo também reagiram. "É uma manifestação abertamente racista, profundamente xenófoba. É uma declaração que não surpreende, porque estamos falando de pessoas que odeiam a democracia, odeiam a liberdade, odeiam a diversidade", diz Nuno Silva, da ONG SOS Racismo Portugal. Entre os eleitores brasileiros que votam em Portugal, Lula ganhou o segundo turno com mais de 59% dos votos.
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.