INSS deixa de exigir biometria facial para beneficiários obterem empréstimo consignado
INSS volta a liberar empréstimo consignado sem biometria facial O INSS voltou a permitir a contratação de empréstimo consignado para aposentados e pensionistas sem biometria facial.
A biometria se tornou obrigatória em maio de 2026, em uma tentativa de conter fraudes após o escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias e benefícios do INSS.
No crédito consignado, em que as parcelas são abatidas diretamente da renda do aposentado, o empréstimo só era liberado após a validação por foto no aplicativo Meu INSS. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Uma nova instrução normativa alterou essa regra.
A partir de agora, o beneficiário que não tiver biometria cadastrada nas plataformas do governo também poderá obter o empréstimo.
Para isso, precisa acessar o Meu INSS com a conta gov.br e validar os dados bancários.
A autorização expressa do titular continua obrigatória.
INSS deixa de exigir biometria facial para beneficiários obterem empréstimo consignado Jornal Nacional/ Reprodução O INSS disse que a medida é para "contemplar milhões de beneficiários que não conseguem fazer a biometria por conta da suspensão do serviço no período eleitoral" - uma das bases consultadas para o reconhecimento facial é a da Justiça Eleitoral - ou porque possuem características ou condições físicas que dificultam ou impedem o reconhecimento facial.
Segundo o instituto, a exigência de acesso com dados bancários não compromete a segurança, pois ela se dá pelo nível mais alto de certificação no aplicativo gov.br.
A retirada da obrigatoriedade da biometria é vista com ressalvas por especialistas em cibersegurança.
Eles apontam que o reconhecimento facial funciona como uma camada essencial de proteção.
“A partir do momento em que eu permito que a autenticação, empréstimo consignado, seja feito a partir de um login com uma conta bancária, eu também amplio o campo de vulnerabilidades.
Por mais burocrático que pareça, esses fatores de autenticação reduzem e muito a possibilidade de golpes envolvendo contratações indevidas", afirma José Milagre, especialista em Direito Digital e Crimes Cibernéticos.
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