Sakamoto: Coordenador de Flávio chama de 'burro' quem defende fim da 6x1
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, entrou em "modo desespero" ao atacar quem defende o fim da escala 6x1, avaliou o colunista no UOL News , do Canal UOL.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou parecer favorável à PEC que muda a escala 6x1 , relatado por Omar Aziz (PSD). A proposta pode ir ao plenário com calendário especial, mas ainda precisa de aval em dois turnos.
Esse comportamento do senador Rogério Marinho mostra que a campanha de Flávio Bolsonaro entrou no modo desespero contra o fim da 6x1. Esse tipo de comportamento de um senador, que muitas vezes é considerado pelos colegas jornalistas como educado e ponderado, mostra que ele está claramente em modo desespero. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
No debate, Marinho afirmou que reduzir a jornada mantendo salários elevaria custos e disse que "quem diz o contrário ou tem má fé ou é burro". Para Sakamoto, esse tipo de ataque desloca o foco do mérito e contamina a discussão.
Você pode e deve colocar suas opiniões. O Congresso é a casa de discussão. Mas você não pode falar que as pessoas que são a favor do fim da escala 6x1 são burras, são isso, são aquilo. Isso é extremamente negativo e ruim para a democracia. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Sakamoto disse que Marinho reclamou de o Senado abrir mão do papel de "casa revisora", mas lembrou que, na avaliação dele, isso não gerou a mesma indignação durante a tramitação da reforma trabalhista de 2018, quando Marinho foi relator na Câmara.
Em julho de 2018, no trâmite da reforma trabalhista, aquilo foi aprovado na Câmara dos Deputados e foi para o Senado, que abriu mão da sua função de casa revisora exatamente porque havia um desejo do governo Michel Temer e de empresários de aprovarem rapidamente. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Ficou difícil para o Alexandre de Moraes, mas ele, no meio disso, dobrou a posta e foi para cima também. Neste exato momento, há críticas muito grandes a ele, com candidatos da direita à Presidência da República pedindo para ele sair e renunciar no Supremo. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Eu ouvi de uma fonte hoje que isso é péssimo, inclusive para a imagem do governo. Isso afeta o cenário eleitoral e por isso já existe uma reação tão inflamada nas redes a respeito disso. Essa fonte chamou isso de 'facada 2.0', querendo dizer que, ao afetar a imagem do Alexandre de Moraes, isso poderia influenciar na eleição como a facada [sofrida por Jair Bolsonaro] ter influenciado em 2018. Natália Portinari, colunista do UOL
Isso não vai prejudicar a campanha do Lula por uma razão simples. Ajudaria se, num momento como esse, nossa postura e a do governo fossem tentar proteger alguém de investigação. Não vai prejudicar porque a nossa linha é essa: todo mundo tem que se explicar. Lindbergh Farias, deputado federal (PT-RJ)
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