Haddad minimiza impacto de eventual eleição de Tarcísio na campanha de Lula
Haddad minimiza impacto na eleição presidencial de possível derrota no 1º turno em SP
O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad , minimizou neste sábado (12) o impacto na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se seu adversário, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vencer a disputa já no primeiro turno. Segundo Haddad, há “pouco automatismo” entre o resultado das campanhas estaduais no plano federal .
“A eleição aqui em São Paulo terminou no primeiro turno uma quantidade enorme de vezes. O Geraldo Alckmin foi eleito três vezes, duas no primeiro turno. E ele era oposição ao Lula. Não existe esse automatismo das campanhas estaduais com a campanha nacional. Existe alguma sobreposição. Mas não é automático”, disse Haddad.
Pesquisas de intenção de voto têm dado ampla vantagem ao atual governador Tarcísio de Freitas na preferência do eleitor, com reais chances de vitória já no primeiro turno . O Datafolha divulgado na sexta-feira, 11, por exemplo, mostrou o atual governador com 49% das intenções de voto, contra 29% de Haddad.
O petista também minimizou a ampla vantagem dada a Tarcísio até o momento, citando que ainda há muitos eleitores indecisos nas pesquisas espontâneas . Ou seja, quando a lista dos candidatos não é apresentada pelo pesquisador. Ele também lembrou que, nas vésperas das eleições municipais de 2012, quando foi eleito prefeito de São Paulo, não figurava entre os favoritos , sequer para ir ao segundo turno.
“No sábado de véspera da eleição de 2012, eu estava em terceiro lugar, longe do segundo lugar. Os cidadãos, em geral, não têm o tempo disponível que a classe média e a elite têm de se informar”, disse Haddad.
“Muitas pessoas estão se dizendo indecisas e um percentual enorme não sabe dizer em quem vai votar no chamado voto espontâneo. Chega a dois terços do eleitorado, no caso do Estado de São Paulo, na espontânea. Nós temos três semanas muito importantes pela frente, sobretudo as duas últimas semanas”, acrescentou o petista em conversa com a imprensa, após apresentar o seu plano de governo para a área da saúde em evento na capital paulista.
Questionado sobre se o debate em São Paulo estaria “interditado” por assuntos de caráter nacional, como a recente crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a própria eleição presidencial , Haddad disse que é natural que haja esse tipo de situação . “Quando tem um tema de interesse nacional que se sobrepõe a todos os outros, fica mais difícil discutir proposta para o Estado. É natural que haja prejuízo. Mas, à luz dos acontecimentos, nós temos que reconhecer que o cidadão está em busca das informações que vão conduzir seu voto”, disse o ex-ministro da Fazenda.
Nesse sentido, ele voltou a destacar a importância de haver quebra total dos sigilos das investigações envolvendo o Banco Master e autoridades públicas , sem vazamentos seletivos.
“Comemoramos a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, determinando que tudo seja de conhecimento público.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.